Pegadas humanas de 1.100 anos descobertas em um navio viking

Pegadas humanas de 1.100 anos descobertas em um navio viking

o Navio viking Gokstad, desenterrado em 1880 e mantido no Bygdøy Viking Ship Museum em Oslo desde 1932, ele foi estudado novamente para restauração e outros sinais de vida na época.

Ao reconstruir as tábuas que formavam o telhado, que estavam em mau estado e todo em desalinho, descobriram que, ao juntar dois deles, podiam formar a silhueta de um pé que fora esculpido na superfície da madeira há cerca de 1.100 anos. Aparentemente, um jovem viking, entediado em uma de suas intermináveis ​​viagens pelo alto mar, decidiu matar o tempo gravando o entalhe de seu pé direito nas pranchas do convés.

O dever de casa deve ter demorado muito, pois o desenho da faca está bem delineado. Por outro lado, foi descoberta outra silhueta de um pé, neste caso a esquerda, entalhada um pouco mais macia que a primeira. O que não se sabe ao certo é se o artista era o mesmo em ambos os casos, e seus dois pés ficaram para sempre refletidos na história viking.

O Gokstad foi descoberto por um jovem casal que queria investigar uma colina onde viviam, já que seu nome, Kongshaugen, significava King's Mound, e embaixo dele pesava uma lenda: que um rei muito importante foi enterrado lá há muito tempo ao lado de riquezas enormes. Eles começaram a cavar e, finalmente, encontraram o que procuravam e muito mais. Acontece que a câmara mortuária que guardava aquele personagem importante era um navio viking.

Não havia nenhum vestígio de tesouros escondidos joias, ouro ou prata, mas o que esta dupla de meninos desenterrou foi um tesouro arqueológico incalculável: numerosos móveis de madeira, anzóis, um equipamento de cozinha, várias camas, um jogo com um tabuleiro e peças feitas de chifres de animais e 64 escudos (que podem dar uma idéia do número de tripulantes que viajaram no navio). Além disso, foram analisados ​​restos mortais de vários animais, como cães e cavalos.

Estima-se que o navio viajou por pelo menos dez anos, por causa do desgaste dos buracos nos remos do barco. Mais tarde, serviu de sepultura para seu chefe em terra firme.

Um dos investigadores de Gokstad permanece, que estudou exaustivamente o pegadas descobertas, comparou sua própria pegada com a que foi desenhada na madeira, observando que esta última é menor.

Para arqueólogos e estudiosos especializados nesta fase do nosso passado o achado dessas pegadas é muito interessante, já que contribui com dados humanos para a matéria e nos transporta um pouco para aquela época. Com pequenos detalhes como esse podemos descobrir aos poucos como era a vida para aquelas pessoas que passavam o dia todo no mar.

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