O debate sobre a colonização da América é reaberto

O debate sobre a colonização da América é reaberto

O trabalho publicado na revista britânica Proceedings of the Royal Society pela equipe liderada pelo paleontólogo uruguaio Richad Fariña reabre o debate sobre a antiguidade da presença humana no continente americano.

Desde uma severa seca em 1997 revelou o Sítio paleontológico de Arroyo del Vizcaíno, perto da cidade de Sauce (Uruguai), com abundantes vestígios da megafauna sul-americana, muitas e de um tipo muito diverso foram as teorias que surgiram do estudo dos fósseis. Entre eles, a possível presença de marcas de ferramentas líticas em alguns desses ossos fossilizados questiona as hipóteses mais aceitas pelos arqueólogos, que data a população humana na América cerca de 15.000 antes de nossa era.

Até o momento, 5% dos mais de mil fósseis analisados ​​apresentam sinais de erosão por ferramentas de pedra, achado que, segundo Fariña, poderia desmontar as teorias clássicas do assentamento americano se fosse aceito pela comunidade internacional. Esses fósseis datam de 29.000-30.000 AC..

Mais longe, a própria composição etária dos ossos sustenta a ideia da equipe de Fariña: a presença abundante de adultos plenos no local parece ser um indício de intervenção humana, uma vez que se não existisse e fosse um mero habitat de fauna carnívora, haveria mais pedaços de animais juvenis e idosos.

No entanto, essas novas abordagens estão mancando vários metros de acordo com alguns arqueólogos e paleontólogos. Em primeiro lugar, existe a possibilidade de o local ser um simples acúmulo de restos carregados pela corrente do rio, embora seja improvável, uma vez que a força dela não parece ser suficiente para mover tamanha magnitude de fósseis.

Por outro lado, especialistas como Rafael Suárez questionam a validade do sítio como sítio arqueológico, bem a presença de material lítico é praticamente nula. Apenas um pequeno raspador do tamanho de uma unha que não suporta, como afirma Suárez, a presença de humanos no local, muito menos que se tratasse de um local humano. Outro argumento questionado é que as marcas encontradas ao microscópio nos fósseis são produtos de seres humanos e não de agentes naturais.

Romântico, no sentido artístico da palavra. Na minha adolescência, tanto a família como os amigos sempre me lembravam que eu era um humanista inveterado, pois passava muito tempo fazendo o que talvez os outros nem tanto, acreditando ser Bécquer, imerso em minhas próprias fantasias artísticas, em livros e filmes, sempre com vontade de viajar explorar o mundo, admirado pelo meu passado histórico e pelas maravilhosas produções do ser humano. Por isso decidi estudar História e combiná-la com História da Arte, porque me pareceu a forma mais adequada de realizar as competências e paixões que me caracterizam: ler, escrever, viajar, pesquisar, conhecer, dar a conhecer, educar. Divulgação é outra das minhas motivações, pois entendo que não existe palavra que tenha valor real se não for porque foi transmitida de forma eficaz. E com isso, estou determinado a que tudo que faço na minha vida tenha um propósito educacional.


Vídeo: História do Brasil Colonial I - pgm 28 - O debate historiográfico em torno do Antigo Sistema