Ossários judeus de 2.000 anos roubados em Jerusalém

Ossários judeus de 2.000 anos roubados em Jerusalém

A polícia israelense, em colaboração com a Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI), prendeu vários suspeitos que podem ter roubado de uma tumba em Jerusalém onze ossários decorados do período do Segundo Templo, datando de cerca de 2.000, alguns dos quais mantinham restos de ossos dentro.

Os suspeitos eram detido em flagrante na área de fronteira do Hizma, ao norte de Jerusalém, quando estavam tentando fechar um negócio com mercadores judeus para vender os vasos funerários. Os detetives da AAI reconheceram rapidamente os objetos, que haviam sido recentemente saqueados de uma caverna funerária em Jerusalém.

O uso de este tipo de caixas de pedra conter os restos mortais do falecido era comum nos tempos do Segundo Templo para enterros secundários e geralmente tem um importante valor histórico, tanto pelo seu conteúdo biológico como pela sua decoração. Eles eram adornados com relevos de símbolos judaicos, como a flor-de-lis e a rosa de seis pétalas, constituindo essas caixas funerárias um elemento fundamental para o estudo da arte judaica da época.

Dois dos ossários também continham gravuras de superfície em escrita hebraica quadrada que faziam referência ao nomes do falecido. Um deles, "Ralfin", parece ser a adaptação hebraica de um nome romano. No segundo, há inscrições em grego que ainda não foram decifradas e sob estas, o nome "Yo'azar", comum na época do Segundo Templo.

Quanto aos corpos, serão transferidos para o Ministério de Assuntos Religiosos para proceder ao seu digno sepultamento.

Israel leva muito a sério os ataques e insultos contra seu patrimônio histórico e arqueológico. As penas para o tráfico de mercadorias antigas no mercado negro podem chegar a 3 anos de prisão, e o furto ou assalto de sepulturas e locais de até 5 anos.

Romântico, no sentido artístico da palavra. Na minha adolescência, tanto a família como os amigos sempre me lembravam que eu era um humanista inveterado, pois passava muito tempo fazendo o que talvez os outros nem tanto, acreditando ser Bécquer, imerso em minhas próprias fantasias artísticas, em livros e filmes, sempre com vontade de viajar explorar o mundo, admirado pelo meu passado histórico e pelas maravilhosas produções do ser humano. Por isso decidi estudar História e combiná-la com História da Arte, porque me pareceu a forma mais adequada de realizar as competências e paixões que me caracterizam: ler, escrever, viajar, pesquisar, conhecer, dar a conhecer, educar. Divulgação é outra das minhas motivações, pois entendo que não existe palavra que tenha valor real se não for porque foi transmitida de forma eficaz. E com isso, estou determinado a que tudo que faço na minha vida tenha um propósito educacional.


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