Qual foi a razão do ataque holandês à Venezuela em 1908?

Qual foi a razão do ataque holandês à Venezuela em 1908?

A Holanda atacou a Venezuela em 1908, o que resultou na derrubada do presidente venezuelano Cipriano Castro. De acordo com o artigo do New York Times Holandês em guerra com a Venezuela, os holandeses disseram que o ataque foi:

[...] uma represália ao governo de Castro, que se recusa a dar satisfação por seus atos hostis para com a Holanda.

mas não explicou o que eram os "atos hostis". A crise holandesa-venezuelana da Wikipedia de 1908 é um pouco mais detalhada:

uma disputa eclodiu [...] em razão do abrigo de refugiados judeus de Coro em Curaçao.

Mas não deu referências ou citações a esta declaração, e não explicou quem estava abrigando os refugiados, o que eles tinham a ver com a Venezuela e a Holanda, e como isso levou a um ataque e derrubada de um governo estrangeiro.


O motivo era o colonialismo e os direitos comerciais. Por esse mesmo motivo, os holandeses já haviam enviado um navio em 1902, ao longo da Grã-Bretanha, Alemanha e Itália.

Em 1908, uma segunda crise venezuelana ocorreu. As tensões econômicas com os Estados Unidos aumentaram, em parte devido a questões ainda não resolvidas envolvendo a New York & Bermúdez Company. A canhoneira Tacoma foi enviada ao porto venezuelano de La Guayra para pressionar Castro. A notícia de outra insurgência planejada, sob o comando do general Rolando, baseado em Trinidad, levou Castro a fortalecer suas defesas portuárias. Por sua vez, as autoridades coloniais britânicas bloquearam os navios venezuelanos de desembarcar mercadorias e passageiros em Port of Spain, devido a um suposto surto de peste bubônica na Venezuela. Fidel então colocou La Guayra em quarentena, citando o mesmo relato de peste e, assim, bloqueando o comércio britânico. Então as autoridades holandesas em Curaçao começaram a restringir o transporte venezuelano. Castro retaliou virtualmente a proibição de que navios estrangeiros conduzissem o comércio a partir de portos venezuelanos.

No verão, os mercadores de Curaçao fizeram um apelo direto à rainha holandesa, reclamando que o bloqueio estava arruinando o comércio de Curaçao, e com a insinuação um tanto sinistra de que, se o governo holandês não tomasse medidas urgentes, a colônia poderia convidar os Estados Unidos Estados para estabelecer um protetorado.

Os holandeses enviaram um esquadrão de três navios, Gelderland, Jacob van Heemskerck e Friesland, para o Caribe e no início de dezembro de 1908, estabeleceu um bloqueio da costa venezuelana. Duas pequenas montanhas-russas foram capturadas, Alix e 23 de Mayo, mas em 22 de dezembro o governo holandês decidiu levantar o bloqueio.

Fonte: The Castro Crisis 1908: La Armada de Venezuela in GWAS


Apenas para acrescentar um pouco para explicar os pontos de sua pergunta:

  • quais foram os "atos hostis":

Em março parece que ele apreendeu um navio holandês transportando correspondência oficial do governador de Curacoa para a ilha dependente de Aruba. Interceptou a correspondência e aprisionou a tripulação e agora ele entregou seus passaportes ao Sr. de Reus, o representante holandês na Venezuela, sob o argumento de que ele é um meio hostil!

O texto acima, da edição 67 do The Economist, publicado em julho de 1908. (grifo meu)

Isso também é mencionado no livro Lanchas, corrupção e reclamações: intervenção estrangeira na Venezuela, 1899-1908 Por Brian Stuart McBeth

As canhoneiras venezuelanas continuamente empurravam muitas embarcações pequenas que ostentavam a bandeira holandesa, enquanto muitos marinheiros de Curaçao, perto da costa da Venezuela, foram detidos em prisões no continente.

  • Sobre os refugiados judeus:

Este conflito realmente começou mais cedo, com as ações de 1908 sendo apenas o ponto culminante. Em 1902, a comunidade judaica em Curo, Venezuela, solicitou ajuda ao governo holandês, já que muitos eram originários de Curacoa:

Outro surto contra estrangeiros em junho de 1902 obrigou os judeus novamente a buscar asilo em Curaçao, oferecido a eles pelo governador da ilha Jhr J 0 de Jong van Beck en Doom que, ao saber dos fatos, despachou o homem de guerra holandês para proteger Koningin Regentesse eles. Ele retornou a Curaçao com oitenta mulheres e crianças judias a bordo. Em julho seguinte, o mesmo navio foi enviado para La Vela de Core para o restante e apenas alguns residentes judeus permaneceram

(da Enciclopédia Judaica: Um Registro Descritivo da História ..., Volume 4 editado por Isidore Singer, Cyrus Adler datado de 1903)

Mais informações sobre o assentamento judaico podem ser encontradas em Os judeus de Coro, Venezuela, por Isaac Samuel Emmanuel

Não encontro nenhuma justificativa para a referência da Wikipedia aos refugiados serem a causa do conflito, no entanto.

Existem muitas referências da época destes acontecimentos, e grande parte do conflito parece ter por base interesses empresariais e nacionais que apoiam vários opositores de Cipriano Castro.


Perfil da Venezuela - Linha do tempo

1498-99 - Cristóvão Colombo e Alonso de Ojeda visitam a Venezuela, que é habitada pelos povos Carib, Arawak e Chibcha.

1521 - Começa a colonização espanhola.

1749 - Primeira rebelião contra o domínio colonial espanhol.

1810 - Os venezuelanos aproveitam a invasão de Napoleão e # x27 à Espanha para declarar a independência.

1829-30 - A Venezuela se separa da Gran Colômbia.

1870-88 - O governante Antonio Guzman Blanco atrai investimentos estrangeiros, moderniza a infraestrutura e desenvolve a agricultura e a educação.

1908-35 - Sob o ditador Juan Vicente Gomez, a Venezuela se torna o maior exportador mundial de petróleo.

1945 - Golpe estabelece o governo civil após décadas de regime militar.

1948 - O primeiro líder eleito democraticamente pelo presidente Romulo Gallegos, da Venezuela e # x27, deposto em oito meses em um golpe militar liderado por Marcos Perez Jimenez.


A Economia, Cultura e Política do Petróleo na Venezuela

Talvez o mais importante a saber sobre a Venezuela é que é um país exportador de petróleo, o quinto maior do mundo, com as maiores reservas de petróleo convencional (leve e pesado) do hemisfério ocidental e as maiores reservas de petróleo não convencional. petróleo (petróleo extrapesado) no mundo. Este fato é de imensa importância para a compreensão da Venezuela, porque moldou praticamente todos os aspectos do país, sua história, sua economia, sua política e sua cultura. A seguir, apresentarei uma breve história da indústria petrolífera da Venezuela. A seguir, discuto como a indústria do petróleo moldou a economia, a política e a cultura. Em seguida, examino as críticas dirigidas à indústria do petróleo e como o governo Chávez se propôs a abordá-las. Por fim, apresento o que a oposição fez para impedir a reforma da indústria do petróleo e como o governo reagiu a essa oposição.

A história da indústria petrolífera da Venezuela pode ser dividida aproximadamente em quatro períodos: a descoberta e produção inicial de petróleo (1912-1943), a afirmação da Venezuela de controle sobre a indústria petrolífera (1943-1974), o boom do petróleo e a nacionalização da indústria petrolífera (1974) -1998), e a tentativa do governo de recuperar o controle sobre uma indústria de petróleo cada vez mais independente (1999-2003).

Nascimento do Petro-Estado (1912-1943)

Que a Venezuela possuía abundantes reservas de petróleo já se sabia desde os primeiros tempos pré-colombianos, quando os povos indígenas venezuelanos utilizavam o óleo e o asfalto, que vazavam à superfície, para fins medicinais e outros práticos. No entanto, não foi até 1912 que o primeiro poço de petróleo foi perfurado. Pouco depois, primeiro a Royal Dutch Shell e, em seguida, a Rockefeller’s Standard Oil tornaram-se os principais produtores de petróleo na Venezuela. Em poucos anos, em 1929, a Venezuela era o segundo maior produtor de petróleo do mundo, depois dos EUA, e o maior exportador de petróleo do mundo. Entre 1920 e 1935, a participação do petróleo nas exportações passou de 1,9% para 91,2%. [1] Isso, é claro, teve um impacto imediato e dramático na economia do país, conhecido entre os economistas como "A Doença Holandesa", que será explorado em maiores detalhes em breve. A consequência mais importante da “Doença Holandesa” foi que a produção agrícola caiu para quase nada e o país ficou para trás na industrialização, em relação a outros países latino-americanos.

Fortalecimento do Petro-Estado (1943-1973)

Em 1943, a Venezuela aprovou uma vasta reforma em sua política de petróleo com a Lei dos Hidrocarbonetos, que vinculou a receita do Estado venezuelano ainda mais à extração de petróleo. Embora anteriormente a receita do petróleo se baseasse principalmente em concessões e alfândegas, a nova lei dos hidrocarbonetos vinculava as receitas do petróleo aos impostos baseados na receita da mineração. A lei estabelecia que as empresas estrangeiras não poderiam lucrar mais com o petróleo do que pagavam ao Estado venezuelano. O aumento contínuo da receita do petróleo levou a uma dependência cada vez maior do estado dessa fonte de receita em vez de impostos sobre a renda individual. [2] Na década de 1950, porém, a indústria mundial do petróleo começou a sentir os efeitos do excesso de oferta de petróleo, principalmente após o aumento da produção de petróleo no Oriente Médio e a imposição de cotas de importação nos Estados Unidos. A consequência foi um preço cronicamente baixo de óleo. Para combater esse problema, em 1960, os principais países exportadores de petróleo do mundo, em grande parte por iniciativa do governo venezuelano, decidiram formar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Também em 1960, a Venezuela criou a Corporação de Petróleo da Venezuela, que mais tarde formou a base para a nacionalização da indústria de petróleo da Venezuela.

Boom do petróleo e nacionalização da indústria do petróleo (1973-1998)

Com o embargo do petróleo no Oriente Médio de 1973, os preços mundiais do petróleo e, junto com ele, as receitas do governo venezuelano, quadruplicaram de 1972 a 1974. Este aumento repentino e considerável na receita do governo foi historicamente único na Venezuela (e seria para a maioria dos outros países o mundo). Permitiu ao recém-eleito presidente, Carlos Andrés Perez, prometer aos venezuelanos que a Venezuela se tornaria um país desenvolvido dentro de alguns anos. Seu projeto era conhecido como “La Gran Venezuela” e deveria “semear o petróleo” por meio de uma combinação de combate à pobreza, via controle de preços e aumento de renda, e diversificação da economia do país, via substituição de importações. Fazia parte desse plano também a nacionalização da indústria petrolífera venezuelana, que se nacionalizou totalmente em 1976, com a criação da Petróleos de Venezuela (PDVSA). Embora o boom do petróleo tenha parecido uma tremenda bênção para a Venezuela, teve algumas consequências negativas, como inflação crônica e, paradoxalmente, um endividamento crescente. Esses problemas foram exacerbados quando, em meados dos anos 80, o preço do petróleo começou a despencar, devido ao rompimento de suas cotas de produção pelos membros da OPEP. Em 1998, o preço do petróleo atingiu um novo mínimo histórico de $ 3,19 por barril (a preços de 1973). [3] Esta queda nos preços do petróleo teve um impacto significativo na economia da Venezuela, particularmente na renda per capita, que estava em um declínio constante entre meados dos anos 80 e o presente.

Re-fundação da OPEP e renacionalização da indústria do petróleo? (1999-2003)

Quando Hugo Chávez foi eleito pela primeira vez em dezembro de 1998, não parecia que ele tinha nenhum plano específico para a PDVSA. Ele tinha, no entanto, planos muito claros para a OPEP, que, sob a liderança de Alí Rodríguez, seria transformada em um cartel forte mais uma vez. Até Chávez chegar ao poder, a OPEP havia se transformado em uma sombra de si mesma, com os Estados membros regularmente ignorando suas cotas. A Venezuela, especialmente, havia se tornado um dos parceiros menos confiáveis ​​dos Estados membros. A produção acima das cotas atribuídas, combinada com a expansão da produção de petróleo em países não pertencentes à OPEP, como a Rússia e o México, levou a uma queda acentuada no preço do petróleo. Chávez prometeu acabar com isso, organizando a segunda reunião de chefes de estado da OPEP em Caracas, no ano 2000. Além disso, Chávez passou os primeiros anos de sua presidência visitando líderes da OPEP e de países não pertencentes à OPEP para convencer a aderir a cotas de produção, de modo a manter o preço do petróleo entre US $ 22 e US $ 28 o barril. [4] Os esforços de Chávez tiveram resultados quase imediatos, quando o preço do petróleo subiu pela primeira vez, desde 1985, para mais de US $ 27 por barril (em preços nominais).

Logo, porém, Chávez entrou em conflito com a gestão da PDVSA, que, nos últimos quinze anos, vinha se concentrando em produzir o máximo de petróleo possível, independentemente das cotas da Opep. O resultado foi, primeiro, uma rotação constante de presidentes da PDVSA e, depois, um confronto total entre o governo Chávez e a indústria do petróleo. Chávez usou esse conflito para argumentar que o que a indústria do petróleo precisava era de uma renacionalização completa porque se tornou muito independente do estado e se tornou um “estado dentro do estado”. Examinarei os detalhes desse conflito em maiores detalhes a seguir.

Como o petróleo moldou a sociedade venezuelana

Talvez o efeito mais evidente do petróleo na economia da Venezuela seja o aparecimento da "Doença Holandesa". Esta doença econômica é pega sempre que uma commodity traz um aumento repentino de renda em um setor da economia, que não é acompanhado por aumento de renda em outros setores da economia. [5] O que acontece é que esse repentino aumento setorial causa graves problemas nos demais setores. O aumento da renda setorial causa um crescimento distorcido de serviços e outros bens não comercializáveis, que não podem ser importados, ao mesmo tempo em que desestimula a produção de comercializáveis, que são importados. A razão para esta disparidade é que a maior renda aumenta rapidamente a demanda por importações, uma vez que a produção doméstica não consegue atender a demanda com rapidez suficiente, e também aumenta a demanda por serviços, que o mercado interno deve fornecer porque os serviços não podem ser importados tão facilmente quanto os comercializáveis posso. O aumento da demanda por bens importados e serviços domésticos, por sua vez, provoca aumento de preços, o que deveria fazer com que a produção doméstica aumentasse, mas não porque o fluxo de divisas para a economia causou uma inflação geral de salários e preços .

Pode-se observar com bastante clareza os sintomas da doença holandesa na economia venezuelana, quando se observa até que ponto o aumento da produção e da renda do petróleo foi seguido por uma correspondente diminuição da produção agrícola, retardando a industrialização. Enquanto a produção agrícola representou cerca de um terço da

O PIB da Venezuela na década de 1920 encolheu para menos de um décimo na década de 1950. Atualmente a agricultura representa cerca de 6% do PIB. Além disso, a produção industrial diminuiu entre 1990 e 1999 de 50% do PIB para 24% (em comparação com toda a América Latina, que caiu de 36% para 29% no mesmo período). [6] Os outros sintomas da doença holandesa são evidentes nas constantes desvalorizações da moeda e subsequente inflação que existiram na economia da Venezuela desde o boom do petróleo no final dos anos 70 e início dos anos 80. [7]

Além do problema típico da Doença Holandesa, o aumento repentino das receitas do petróleo na Venezuela causou um sério problema nas políticas fiscais do governo. Ou seja, as novas receitas davam a ilusão de que as receitas do petróleo poderiam ser utilizadas para industrializar o país por meio de grandes projetos de infraestrutura, para “semear o petróleo”, como costumava dizer o presidente da época do boom do petróleo, Carlos Andrés Perez. . O que aconteceu foi que a receita governamental quadruplicada fez com que os gastos do governo aumentassem rapidamente e até ultrapassassem as receitas recém-obtidas. Quando a receita do petróleo começou a cair novamente, não foi tão fácil reduzir os gastos do governo como fora aumentá-los. O resultado foi que o governo gradualmente se endividou cada vez mais. Entre 1970 e 1994, a dívida externa aumentou de 9% para 53% do PIB. Assim, como já foi dito, enquanto os preços e as receitas do petróleo caíam, o mesmo acontecia com a renda per capita e a economia venezuelana como um todo, e a pobreza aumentava. Em 1996, a Venezuela era um dos poucos países do mundo onde a renda per capita era menor do que em 1960. [8]

Talvez a consequência mais visível da dependência da Venezuela no petróleo é que ela fomentou uma mentalidade rentista e clientelista entre os venezuelanos. Ou seja, a riqueza do petróleo promoveu a ideia de que se pode fazer bem na Venezuela, desde que se tenha acesso à riqueza do petróleo do país. A consequência foi que, em vez de se envolver em atividades empreendedoras criativas, os venezuelanos foram encorajados a se aliarem ao Estado, buscando emprego ou contratos com o Estado, que detinha o monopólio da receita do petróleo da Venezuela. O analista político Terry Lynn Karl descreve as consequências do petróleo da seguinte forma:

Na forma de um petro-estado, a busca de renda tornou-se o princípio organizador central da vida política e econômica [da Venezuela], e as instituições políticas ossificadas existentes operavam principalmente para perpetuar um sistema de espólios entrincheirado. Tanto as agências estaduais quanto os partidos políticos abriram mão de seus papéis programáticos para se tornarem máquinas de extrair aluguéis da arena pública.[9]

Outro observador da Venezuela, o antropólogo cultural Fernando Coronil, argumenta que a riqueza do petróleo da Venezuela, que está concentrada no estado, fez com que o estado parecesse ter poderes mágicos, ser capaz de realizar praticamente qualquer feito sem nenhum custo para a população .

Transformado assim em um petroestado, o Estado venezuelano passou a deter o monopólio não só da violência, mas das riquezas naturais da nação. O estado exerceu esse monopólio dramaturgicamente, buscando obediência por meio da exibição espetacular de sua presença imperiosa - ele busca conquistar em vez de persuadir. … Ao fabricar projetos de desenvolvimento deslumbrantes que geram fantasias coletivas de progresso, ela lança seu feitiço sobre o público e também sobre os artistas. Como um “feiticeiro magnânimo”, o estado domina seus súditos induzindo uma condição ou estado de ser receptivo às suas ilusões - um estado mágico.[10]

A economia petrolífera e a cultura da Venezuela, é claro, também deixaram uma marca em sua política. Como uma consequência natural da natureza clientelística e mágica do estado, o estado se tornaria muito burocrático. Estima-se que das pessoas empregadas na economia formal (cerca de 50% da população ocupada total), aproximadamente 45% são empregadas pelo governo. [11]

Outra consequência que a riqueza do petróleo da Venezuela teve em seu sistema político é que ela o transformou no que o cientista político Terry Lynn Karl chama de "democracia pactuada". O termo democracia pactuada descreve uma democracia que é mantida unida por meio de um acordo entre diferentes grupos de elite. É uma espécie de trégua entre poderosos grupos de interesse oponentes da sociedade, de modo a manter seus privilégios. Na Venezuela, essa trégua assumiu a forma do pacto de “Punto Fijo”, em que todos os principais partidos tinham acesso ao poder garantido na proporção dos resultados da votação. Em outras palavras, mesmo se um partido ganhasse as eleições presidenciais e legislativas, ainda seria obrigado a dividir os despojos da economia petrolífera da Venezuela entre os outros partidos, mais ou menos de acordo com os resultados da votação. Desta forma, cada um dos principais partidos (principalmente Acción Democratica e Copei) teve acesso garantido a empregos, contratos, ministérios, etc. Para minimizar ainda mais o conflito, a principal federação sindical, CTV, foi igualmente dividida entre os partidos, embora Acción Democratica, como seu fundador sempre esteve no controle dela. Os partidos socialistas e comunistas radicais foram completamente excluídos deste pacto. O pacto de Punto Fijo, no entanto, começou a desmoronar quando as rendas do petróleo começaram a cair em meados dos anos 80. Em seguida, recebeu seu golpe mortal quando Hugo Chávez foi eleito presidente em 1998.

Em termos do nível de burocratização da Venezuela, a natureza "pactuada" de sua democracia e o grau de clientelismo, a Venezuela em muitos aspectos se assemelhava a regimes socialistas de um Estado de partido, exceto que era governada por um sistema bipartidário alternado. Curiosamente, o sistema chegou ao fim no mesmo ano em que o da Europa Oriental, em 1989, com o "Caracazo", quando houve uma revolta geral e tumultos contra as reformas econômicas impostas pelo FMI.

PDVSA e o Governo Chávez

Tudo o que precede prepara o terreno para mostrar o quão extremamente importante é o conflito do país sobre o petróleo. No nível mais aberto, o conflito entre o governo Chávez e a indústria do petróleo é sobre quem controla a PDVSA. Além disso, as questões específicas sobre as quais o controle está sendo disputado têm a ver com a eficiência da empresa, seu programa de internacionalização, suas práticas de terceirização e subcontratação, adesão à OPEP e contratos especiais de petróleo.

O controle da estatal petrolífera PDVSA está em disputa na Venezuela, talvez desde que a empresa foi nacionalizada pela primeira vez em 1976. Quando a PDVSA foi nacionalizada pela primeira vez, as dependências das corporações transnacionais foram transformadas em quatorze empresas venezuelanas, que correspondiam a as quatorze principais empresas transnacionais de petróleo que faziam negócios na Venezuela. [12] Toda a gestão havia anos já era venezuelana e esta gestão não mudou com a nacionalização. Por exemplo, o ex-presidente da Shell Venezuela era o mesmo que o novo presidente da Maraven, a recém-nacionalizada Shell Venezuela. Os críticos do processo de nacionalização, como Carlos Mendoza, [13] dizem que a indústria do petróleo recém-nacionalizada nada mais era do que um Cavalo de Tróia. A indústria petrolífera da Venezuela manteve uma cultura de gestão corporativa antiestatista e transnacional ao longo de sua existência. Os laços com os ex-proprietários das empresas venezuelanas nacionalizadas foram mantidos principalmente por meio de contratos de assistência técnica com os antigos proprietários e por meio de contratos de comercialização, que descontavam fortemente o preço do petróleo para seus antigos proprietários.

A falta de controle do governo sobre a indústria do petróleo foi ainda mais institucionalizada no conselho de administração da PDVSA. Embora normalmente um conselho de administração deva representar os interesses dos proprietários perante a gestão, no caso da PDVSA o conselho de administração, quase em sua totalidade, foi nomeado a partir da gestão da PDVSA, que, devido às suas origens , tendia a representar a gestão. Por isso, quando Chávez nomeou uma diretoria que era especialista em petróleo e não vinha da PDVSA, a direção da PDVSA protestou e aderiu à paralisação das obras contra o governo em abril de 2002. Chávez estava quebrando uma tradição de décadas que considerava ser membro do conselho a maior promoção que um gerente da PDVSA poderia receber.

Talvez a primeira e mais importante questão na mente do governo Chávez com relação à reforma da PDVSA tenha a ver com a eficiência da empresa. Os críticos da PDVSA apontam que a empresa se tornou cada vez mais ineficiente nos últimos vinte e cinco anos. De 1976 a 1992, a porcentagem média da receita da PDVSA destinada aos custos da empresa foi de aproximadamente 29% e a porcentagem destinada ao governo foi de 71%. De 1993 a 2000, essa relação praticamente se inverteu, de modo que 64% foram mantidos pela PDVSA e apenas 36% foram para o governo. [14] Além disso, de acordo com o ranking da revista de negócios América Economía, [15] a PDVSA era a maior empresa da América Latina em 2000, mas em termos de eficiência estava entre as mais baixas das cinquenta empresas mais eficientes, muito abaixo de qualquer um de seus estados- competidores de propriedade, como Petrobras do Brasil, Pemex do México, ou Petroecuador do Equador. [16] Outras medidas de lucratividade mostram resultados semelhantes. Por exemplo, em termos de receitas em dólares fornecidas ao governo por barril de petróleo produzido, a PDVSA pagou apenas cerca de um quarto ($ 8,34) do que a mexicana PEMEX pagou ao governo ($ 24,66) em 2001. [17]

Ironicamente, a PDVSA tem uma fração do número de funcionários que a PEMEX tem, algo que pode ser atribuído ao uso mais extenso de terceirização e subcontratação da PDVSA. Ainda assim, é bem conhecido dentro da PDVSA que possui quase o dobro do número de funcionários administrativos de que necessita. Em 1997, a PDVSA fundiu três de suas participações, Corpoven, Lagoven e Maraven) na PDVSA propriamente dita. Carlos Rossi, ex-economista da PDVSA, diz que a sede da PDVSA em Caracas ganhou o apelido de “Hollywood” porque, “todos lá [na PDVSA Caracas] pareciam ter um duplo”. [18]

Internacionalização

Uma grande parte da razão para a queda na eficiência da PDVSA a partir de meados da década de 1990 tem a ver com sua política de internacionalização e uma mudança em seus métodos de contabilidade. Em 1989, a PDVSA adotou um método de contabilidade combinado mundial, de forma que os custos e perdas fora da Venezuela fossem equilibrados com as receitas e lucros dentro da Venezuela. Anteriormente, a contabilização das transações na Venezuela e no exterior era feita separadamente. O resultado da consolidação de contas foi uma importação em grande escala de custos incorridos no exterior. Como a taxa de impostos da PDVSA na Venezuela é cerca de duas vezes maior que nos EUA, por exemplo, a empresa teve que transferir uma proporção muito menor de suas receitas para o governo.

Do início dos anos 1980 ao final dos anos 1990, a PDVSA se engajou em um programa para integrar verticalmente a empresa em um nível global. O que isso significou, em essência, foi a compra de refinarias e da rede americana de postos Citgo. Ao todo, no período entre 1983 e 1998, a PDVSA comprou 23 refinarias na Europa e nos EUA. Enquanto outras empresas estatais de petróleo iniciaram projetos de integração vertical, a da Venezuela foi a mais ambiciosa. Uma das razões oficiais para isso é que o petróleo venezuelano é principalmente de uma variedade de petróleo bruto muito pesado, com muitos componentes indesejáveis ​​para produtos acabados de petróleo, como enxofre, nitrogênio e vários elementos metálicos. Em outras palavras, o petróleo venezuelano requer um processo de refino bastante sofisticado, que nem todas as refinarias podem administrar. A lógica da aquisição de refinarias estrangeiras era que tais refinarias pudessem ser adaptadas para processar o petróleo venezuelano e, então, fornecer produtos acabados de petróleo para o mercado mais próximo da refinaria. A ideia, portanto, era garantir mercado para o petróleo bruto pesado venezuelano.

No entanto, muitas, senão a maioria, das refinarias adquiridas foram compradas por uma pechincha, principalmente porque o fornecedor não conseguiu encontrar uma forma de torná-las lucrativas. Como resultado, a PDVSA tentou evitar perdas nessas refinarias, fornecendo petróleo venezuelano abaixo das taxas de mercado ou evitando o processo de retrofit oneroso e fornecendo à refinaria petróleo mais leve de outros países, como a Rússia. [19] O resultado líquido do processo de internacionalização e do novo procedimento contábil foi que os enormes custos da PDVSA incorridos fora da Venezuela foram “importados” para a filial nacional da PDVSA, reduzindo assim os lucros globais e as transferências para o governo.

Terceirização

Outra fonte de aumento de custos surgiu como resultado da terceirização, por meio da qual a PDVSA abriu campos marginais de petróleo para investidores privados. Para atrair investidores privados, a PDVSA negociou redução de impostos e royalties sobre a produção de petróleo, desde o início dos anos 90. Embora na superfície isso faça sentido porque os campos marginais são muito mais caros para operar, o resultado foi a produção de petróleo muito mais caro, que conta contra as cotas da OPEP, deslocando a produção de petróleo que poderia ser mais lucrativa. Dos 3,2 milhões de barris por dia que a Venezuela produz atualmente, cerca de 500.000 barris por dia vêm de caros campos de petróleo terceirizados. [20]

Toda outra dimensão da terceirização está relacionada aos contratos que envolvem as operações gerais da PDVSA. Talvez a instância mais importante de terceirização, em termos de gestão da PDVSA, seja a joint venture que celebrou com a americana SAIC (Science Applications International Corporation) para criar a INTESA (Informática, Negocios, y Tecnología, SA) em 1996. INTESA deveria gerenciar todas as necessidades de processamento de dados da PDVSA. Depois de quatro anos terceirizando essa importante tarefa para o INTESA, ficou cada vez mais claro que o INTESA não estava economizando nenhum dinheiro para a PDVSA, mas que estava custando à PDVSA muito mais do que o esperado. [21]

Após a tentativa de golpe de abril de 2002, Alí ​​Rodríguez, o novo presidente da PDVSA designou Juan Fernandez, que mais tarde seria o líder da greve da PDVSA em dezembro de 2002, para cancelar o contrato com o INTESA. Fernandez negociou que o contrato terminaria, talvez não por coincidência, no final de dezembro de 2002. O INTESA aderiu à greve, entretanto, e fechou todos os seus serviços para a PDVSA, bem antes do término do contrato. O resultado foi que a PDVSA não conseguiu transferir seu processamento de dados para novos sistemas, nem processar seus pedidos e contas de embarques de petróleo. A PDVSA acabou tendo que processar essas coisas manualmente, uma vez que as senhas e a infraestrutura geral de computação não estavam disponíveis, fazendo com que a greve fosse muito mais prejudicial para a empresa do que teria sido, se o processamento de dados estivesse nas mãos da PDVSA.

Uma recente investigação sobre o INTESA, e especialmente sobre seu acionista majoritário SAIC (60%), revelou algumas informações que deveriam ser bastante preocupantes para o governo de Hugo Chávez. [22] Ou seja, INTESA, que controlava todas as informações da PDVSA, é por sua vez controlada pela SAIC, uma empresa Fortune 500 (receitas em 2002: $ 6,1 bilhões) que está profundamente envolvida na indústria de defesa dos EUA, particularmente no que se refere à tecnologia nuclear, defesa inteligência e tecnologia de computação. Seus gerentes incluíam dois ex-secretários de defesa dos EUA (William Perry e Melvin Laird) e dois ex-diretores da CIA (John Deutch e Robert Gates). Seu atual Conselho de Administração inclui o ex-comandante das Forças Especiais dos EUA (Wayne Downing), um ex-coordenador do Conselho de Segurança Nacional (Jasper Welch) e o ex-diretor da Agência de Segurança Nacional (Bobby Ray Inman). Não se sabe se a SAIC estava ou não ativamente envolvida na greve da PDVSA e se ela passava informações cruciais da empresa para outras empresas de petróleo. No entanto, a própria existência dessas conexões deve ser motivo de grande preocupação para a PDVSA e para o governo venezuelano.

Reforma da indústria do petróleo sob Chávez

A reforma da indústria petrolífera da Venezuela abrange quatro áreas principais: solidificação da propriedade estatal da indústria petrolífera, reforma tributária, subordinação da indústria petrolífera aos interesses nacionais e o fortalecimento da OPEP. [23]

Propriedade estatal

A Constituição de 1999, que foi escrita pelos apoiadores de Chávez, ancora a propriedade estatal da indústria petrolífera da Venezuela na constituição. É bem sabido que o governo de Rafael Caldera, antecessor imediato de Chávez na presidência, queria privatizar a PDVSA. The new constitution, however, clearly states that “for reasons of economic and political sovereignty and of national strategy, the state will maintain the totality of the shares of PDVSA or of the entity created to manage the oil industry…”[24] In some ways, this article of the constitution was supposed to mark a definitive break from neo-liberal economic policies that PDVSA had been pursuing prior to Chávez’s election.

However, some critics say that a backdoor to privatization remains open because the constitution also says that the state shall own all shares of PDVSA, “except those of subsidiaries, strategic associations, businesses, and whatever other that has constituted or constitutes PDVSA as a result of the development of its business.”[25] In other words, in theory, PDVSA could turn its various activities into subsidiaries and then sell them off, one by one. Following the December ’02 to January ’03 oil industry strike, this is what PDVSA’s directors have been considering, mostly in order to rid itself of unprofitable subsidiaries or activities.

Related to state ownership is a provision in the hydrocarbons law which specifies that all state activity related to oil exploration and production are to be dedicated to the “pubic interest.”[26] More specifically, it states that all oil related activity must be oriented to support “the organic, integrated, and sustainable development of the country, paying attention to the rational use of resources and the preservation of the environment.” Income derived from oil “for the most part” must be used to finance health care, education, and the FIEM (the fund for macro-economic stabilization, a governmental savings fund).

The next major target for reform is the way that the Venezuelan government extracts revenue from the oil industry. Here the government introduced a change in the taxation of the oil industry. Since 1943 the government required a royalty payment of 16.6% for every barrel of oil that either PDVSA or a foreign company extracted. In many cases this royalty had even been negotiated to drop to 1% of some foreign investors. A new oil reform that PDVSA was working on in 1998 even suggested eliminating royalty payments entirely. With the new oil reform law of 2001, however, royalty payments were nearly doubled to 30% of the price at which every barrel is sold. At the same time, the government lowered the income tax levied on oil extraction from 67.6% to 50%.

When the government introduced this change, the opposition cried out that the doubling of royalty payments would ruin Venezuela’s cooperation with foreign investors and would practically eliminate foreign direct investment in Venezuela. The government’s main argument for increasing the royalty payments is based on the fact that it is much easier for the government to collect royalty payments than it is to collect taxes on oil income. That is, the government can track very easily how much oil is being extracted and what the royalty payments should be based on the current price of oil. However, taxes based on oil income are much more difficult to control because PDVSA or other oil companies deduct their expenses from the income on which they have to pay the taxes. Since expenses are not that easily identifiable for an outside auditor, the tax payer can attempt to inflate expenses, in order to lower their tax payments. By shifting government revenues from taxes to royalties, the government is basically closing loopholes in the tax collection process.

A second and closely related reason for the change in the oil revenue collection process has to do with PDVSA. Chávez and his supporters have long claimed that PDVSA is providing too little of its revenues to the central government, the company’s only shareholder. One way to make the company more efficient would thus be to increase its contribution to the government, regardless of its expenses. That is, by making fewer expenses tax deductible, which is what the shift from income tax to royalties does, the company is faces a strong incentive to make its operations more efficient. In other words, a tax which allows the deduction of expenses penalizes the oil producer if production is made more efficient. If, on the other hand, the producer has to contribute just as much to the government, regardless of costs or expenses, the “royalty makes the interests of the natural resource owner [the state] and of the investor coincide.”[27]

“Re-nationalization”

As mentioned earlier, some critics of PDVSA, such as Carlos Mendoza, have called PDVSA’s 1976 privatization “phony.” Chávez, in his speeches following the collapse of the December 2002 to January 2003 oil-industry shut-down, has thus referred to the regaining of control over PDVSA as a “re-nationalization.” What this regaining of control involves is first and foremost increasing PDVSA’s efficiency and profitability, so that the company can transfer a greater share of its revenues to the government treasury. The government plans to increase the company’s efficiency through the aforementioned changes in taxation, by selling off unprofitable subsidiaries, and by reorganizing the company into two major geographic subdivisions, PDVSA East and PDVSA West. The details of which subsidiaries will be sold and exactly how the company is to be reorganized are still largely unknown as of this writing.

When Chávez first came to power, in February 1999, among his highest priorities was to strengthen OPEC and raise the international price of oil. Oil had dropped to less than $10 per barrel, to a large extent because Venezuela was ignoring its OPEC oil production quotas during the previous government of Rafael Caldera. Also, non-OPEC members such as Mexico and Russia, were increasing their production considerably, further driving down the price of oil. Chávez immediately put Alí Rodríguez in charge of the Ministry of Energy and Mines (MEM), which oversees PDVSA and oil policy. Within the new government’s first 100 days, Rodriguez visited most OPEC and non-OPEC oil producing countries and returned with a commitment from most these countries to reduce production or abide by their OPEC quotas. The price of oil immediately went up, from an average price of $12.28/barrel for 1998 to $17.47/barrel for 1999, one of the largest non-war related increases of the past decade. Later, Chávez and Rodriguez managed to convince OPEC to introduce a price band system, of $22 to $28 per barrel, which OPEC would try to maintain.

The following year, 2000, President Chávez spent much time traveling to both OPEC and non-OPEC countries, to consolidate their commitment to restrained oil production and to convince them to attend the second-ever gathering of OPEC heads of state, to be held in Caracas.[28] On September 27 of 2000, Chávez opened and hosted this second OPEC summit. For the Chávez government, the summit had the following six objectives:

  1. Reestablish a dialogue between Venezuela and its partners in OPEC
  2. Recuperate the credibility of Venezuela in OPEC
  3. Strengthen OPEC
  4. Defend oil prices
  5. Reassume a leadership position within OPEC
  6. Consolidate relations between Venezuela and the Arab/Islamic world

Given the strengthened position of OPEC in the world today, it is safe to say that the summit’s objectives were largely achieved.

[Ultimately, the renaissance of OPEC could be a large part of what motivated the U.S. to attack Iraq. That is, if OPEC had remained as defunct as it was when Chávez came to power, it is quite possible that the Bush administration would never have considered controlling Iraq’s oil reserves much of an issue. But with the return of OPEC, the consequent rise in oil prices, and the general lack of control the U.S. government felt in the face of an energy crisis and the attack on the World Trade Center, “breaking OPEC’s back” became a top priority.]

Opposition to Oil Industry Reform

As has been noted elsewhere, opposition to the Chávez government did not really gain much momentum until Chávez proposed the 49 “enabling laws” (“leyes habilitante”), among the most important of which was the “Organic Law of Hydrocarbons,” which specified the institutional and legal changes for governing Venezuela’s oil industry. When the law was made public, the outcry, especially among oil industry executives was immediate.

The opposition declared that the new law would doom Venezuela’s oil industry because the higher royalties and the limitations placed on joint ventures would make foreign direct investment completely unattractive. One of the main arguments here is that Venezuela’s crude oil is mostly heavy and extra heavy, a type of crude that is quite expensive to extract from oil fields. The shift from taxes to royalties would mean that companies could deduct substantially fewer expenses from the transfers they are required to make to the government. As a result, the extraction of oil from “marginal fields” (fields which yield less oil) and heavy and extra heavy crude become much less attractive to foreign investors. To support their argument, the opposition points to the fact that Venezuela’s royalties are among the highest in the world.

Another element of critique of the government’s oil policy has always been that the constitution prohibits the privatization of PDVSA. While few in Venezuela openly favor privatization, due to the strong nationalist sentiment in the country, many have suggested that Venezuelans would be better off if PDVSA were privatized to the general public, in the sense that all citizens would receive shares of PDVSA that they would then be free to buy and sell on the stock market.

While the opposition roundly criticized the new law when it was first introduced in October 2001, the real problems within PDVSA did not begin until Chávez decided to fire his appointment to the presidency of PDVSA, General Guaicaipuro Lameda, in February 2002. Lameda had has said that he was surprised about his appointment because he never considered himself a supporter of Chávez. But he took the post anyway and for 15 months he ran PDVSA mostly from the perspective of a businessman, mostly adhering to the concerns of the upper management, instead of the Chávez government. One of the reasons the government gave for firing Lameda was independent audit of PDVSA that had been initiated in January of that year, which indicated that numerous dubious contracts had been entered under Lameda’s watch, which appeared to personally benefit managers of PDVSA, leading to serious losses for the company.

Chávez replaced Lameda with Gaston Parra, a leftist economist and former president of the Central Bank of Venezuela. Also, he appointed five new members to PDVSA’s board of directors. Lameda, together with members of PDVSA’s upper management charged that Chávez was politicizing PDVSA by appointing individuals to the board on the basis of political loyalty, rather than merit. Ever since PDVSA’s founding, the board of directors was regarded as the culmination of a long management career at PDVSA. Upper management generally filled most of the positions of the board. PDVSA managers regarded this policy as the foundation for the company’s meritocracy.

By appointing a board that did not come from within PDVSA, Chávez broke with that tradition for the first time, thus earning him the charge of breaking with meritocracy in the company and replacing it with politicization. Forgotten, however, was that previous presidents had also appointed individuals to the PDVSA board who did come from within PDVSA.[29] Also, as the representative of the owners, the board of directors, in theory, should be appointed by the owner (the state) and represent the owner’s interests. Appointing a board from within the company, as had largely been the tradition, actually represents a conflict of interest because the managers appointed to the board are more likely to represent the interests of the management, rather than the state.

Another, though largely unarticulated, reason for why PDVSA’s management and most of its administrative employees opposed Chávez following the introduction of the new oil law and the appointment of a new board had to do with the overstaffing mentioned earlier. That is, with the change in taxation PDVSA had to drastically cut its overhead. Since it was already quite overstaffed in the administrative offices in Caracas, due to the recent merger of three of PDVSA’s subsidiaries, the staff reductions were going to be even more severe.[30] Already, PDVSA had reduced its payroll by 26%, between 1995 and 2000. Still, the overstaffing remained a problem, which became more severe with the new oil law, which forced even greater cutbacks in overhead. Ultimately, the upper management issued an ultimatum to Chávez to dismiss the newly appointed directors, or it would join the strike called by Fedecamaras and the CTV for April 9.

[1] Tugwell, Franklin (1975) The Politics of Oil in Venezuela. Stanford University Press, p.182

[2] For example, while Venezuelan individual income taxes during the 70’s made up only 4.1% of total tax income and corporate taxes made up 70.3%, in neighboring Colombia, the tax burden is distributed much more evenly among different sources, so that individual income tax makes up 11% and corporate tax 12.8% of total tax income. (Source: Terry Lynn Karl, 1997, The Paradox of Plenty: Oil Booms and Petro States, University of California Press, p.89)

[3] Source: OPEC Annual Statistical Bulletin, 2001

[4] Chávez’ visits to Saddam Hussein and Muammar Qaddafi would come to haunt him over and over again, as his opponents would site these visits as reasons for their dislike of Chávez.

[5] As was the case of Dutch gas, which is where the name for the problem comes from.

[6] World Development Report 2000/2001, p.297

[7] Average annual inflation was over 50% between 1988 and 1998.

[8] Terry Lynn Karl, p.235. This was a fate suffered by only 19 countries in the world in 1996.

[9] Terry Lynn Karl (1997), p.184

[10] Fernando Coronil (1997) The Magical State: Nature, Money, and Modernity in Venezuela. University of Chicago Press. p.4

[12] To list a few name changes: Shell became Maraven, Exxon became Lagoven, Mobil became Corpoven , Gulf became Menoven (sp?).

[13] An oil industry expert, who briefly served on the PDVSA board of directors in the days leading to the April 11, 2002 coup attempt.

[14] Bernard Mommer (2001) “Venezuelan Oil Politics at the Crossroads.” Oxford Institute for Energy Studies, Monthly Commentary.

[16] PDVSA ranks #24 in terms of return on assets, #49 in terms of return on sales, and #50 in terms of return on fixed assets.

[17] Source: Mark Weisbrot and Simone Baribeau (2003), “What happened to Profits?: The Record of Venezuela’s Oil Industry,” Center for Economic Policy Research paper: www.cepr.net/what_happened_to_profits.htm (their figures are based on SEC filings).

[18] Carlos Rossi, “PDVSA’s Labor Problems,” The Daily Journal, April 18, 2002.

[19] See: El Nacional, “Cuentas Crudas, Precios Refinados”, November 17, 1998

[20] For 2001 outsourced oil fields cost $10.94 per barrel of oil equivalent produced, while non-outsourced oil fields cost only $2.03 per barrel of oil equivalent (in 1997 dollars). Source: CEPR Research Paper, “What Happened to Profits?”

[21] See: www.soberania.info/tercerizacion_portada.htm The excess costs averaged about $90 million per year for 1998 to 2000.

[22] See: Alexander Foster and Tulio Monsalve, “Quien Maneja las Computadoras de PDVSA?” Venezuela Analitica, December 17, 2002 www.analitica.com/bitbiblioteca/tulio_monsalve/computadoras_pdvsa.asp

[23] Alí Rodríguez, the former president of OPEC and current president of PDVSA provides a good summary of the policy in: “La Reforma Petrolera Venezolana de 2001” in Revista Venezolana de Economía y Ciencias Sociales, No. 2/2002, May/August 2002.

[24] Constitution of the Bolivarian Republic of Venezuela, Article 303.

[26] Article 5 of the “Ley Organica de Hidrocarburos.”

[28] Chávez’ visits to Iraq—the first of any head of state since the Gulf War—and to Libya, both members of OPEC, would later be used repeatedly by his opponents at home and in the U.S. as proof for his unreliability and dangerous tendencies.

[29] President Caldera had named the son of his chancellor to the board and Chávez’ first appointment to the PDVSA presidency, Hector Ciavaldini came from a lower management position. No protests were voiced against these appointments at the time.

[30] Carlos Rossi, “PDVSA’s Labor Problems,” The Daily Journal, April 18, 2002. According to Rossi, PDVSA employees referred to the Caracas headquarters as “Hollywood” because every employee had at least one double that performed the same functions within the company.


What’s behind the petrostate paradigm?

Petrostates are thought to be vulnerable to what economists call Dutch disease, a term coined during the 1970s after the Netherlands discovered natural gas in the North Sea.

In an afflicted country, a resource boom attracts large inflows of foreign capital, which leads to an appreciation of the local currency and a boost for imports that are now comparatively cheaper. This sucks labor and capital away from other sectors of the economy, such as agriculture and manufacturing, which economists say are more important for growth and competitiveness. As these labor-intensive export industries flag, unemployment could rise, and the country could develop an unhealthy dependence on the export of natural resources. In extreme cases, a petrostate forgoes local oil production and instead derives most of its oil wealth through high taxes on foreign drillers. Petrostate economies are then left highly vulnerable to unpredictable swings in global energy prices and capital flight.

The so-called resource curse also takes a toll on governance. Since petrostates depend more on export income and less on taxes, there are often weak ties between the government and its citizens. Timing of the resource boom can exacerbate the problem. “Most petrostates became dependent on petroleum while, or immediately after, they were establishing a democracy, state institutions, an independent civil service and private sector, and rule of law,” says Terry Karl, a professor of political science at Stanford University and author of The Paradox of Plenty, a seminal book on the dynamics of petrostates. Leaders can use the country’s resource wealth to repress or co-opt political opposition.


Founding Gravesend

After 1641 the Dutch were anxious to secure additional settlers, in part because of continued slow growth of the colony, but also because of increasingly hostile relationships with the Native American tribes, culminating in Kieft's War of 1642-1645. The temporary peace secured by Williams in June of 1642, coinciding with Lady Moody's arrival, would be fragile. Open warfare would break out again the following year, but in the summer and fall of 1642 there was probably some hope of peace prevailing. In any case, Kieft set aside a substantial area in western Long Island for Lady Moody and her colony, as he had done for Hutchinson, Doughty, and Throckmorton.

In August of 1643, the Native Americans renewed hostilities.

…the Wechquaeskecks broke loose beyond the Harlem River and murdered Anne Hutchinson and her household of sixteen, sparing only her little daughter, and some of the settlers on Throgmorton's and Cornell's plantations. Soon the flame of war burst out along the western shores of river and bay and upon Long Island. Here only Lady Deborah Moody 's plantation was saved, her stout party of colonists beating off the attacks of the savages. Francis Doughty, the clergyman who had settled at Mespath, fled with his associates to New Amsterdam where he ministered for a time to his compatriots, the Dutch residents assisting them to support him. He was the first English clergyman who officiated on Manhattan. Then the savages devastated Manhattan itself so that above the Kalck Hoek Pond only half a dozen bouweries remained and the inhabitants of these were in hourly fear of destruction. MySource:Van Rensselaer, 1909:228

We do not know much more of the nature of the first settlement of Gravesend. We would like to know who, besides Lady Moody, was numbered among her company. We'd like to know how far along the community had progressed in the two months between Lady Moody's banishment from MBC, and the attack by Native Americans in August. Had they erected homes in that short time? Were they protected by a palisade? Why were they able to fend off the attack, while others failed? Was there any loss of life during the attack? Possibly the answer to these and similar questions lie buried in the surviving Dutch era archives, waiting to be extracted, but so far information on this point does not seem to have surfaced in the common literature currently available to us. Source:Gerard, 1892:19-31 suggests that Lady Moody's newly constructed home in Gravesend served as a fortification against the attack, which implies that a palisade had not as yet been constructed. He also indicates that after the initial attack the settlers fled to nearby, and better established Amersfort (later Flatlands), which in itself suggests the the development of the Gravesend location was not far advanced when the attack came.

In anycase, what we know is that the colony managed to survive the attack, and after hostilities passed, Governor Kieft would proclaim in 1645:

I William Kieft, Governor General of this Province, have given and granted unto the Honored Lady Deborah Moody, Sir Henry Moody, and their associates a certain quantity or parcel of land, together with all the havens, harbors, rivers, creeks, woodland, marshes, and all other appurtenances thereunto belonging, lying and being upon and about the westernmost part of Long Island, and beginning at the mouth of a creek adjacent to Coneyne Island…. MySource:Kieft's Proclamation of 19 December 1645

Kiefts 1645 proclamation, following approval of the Dutch West Indies Company, formalized or perhaps reaffirmed prior agreements between Kieft and Lady Moody that had been struck in 1643. While we do not know who was numbered among Lady Moody's company in 1643, and survived the Indian attack we do know who was numbered among her company in 1645, for their names are listed in Kiefts proclamation. The following table identifies these early settlers of Gravesend, preserving the original order given in the proclamation, and adding information about their origin, and subsequent history.


Who flew the helicopter?

The police officer identified himself as Oscar Pérez in video statements posted on the social media platform Instagram.

Appearing in military fatigues and flanked by armed, masked men in uniform, he appealed to Venezuelans to oppose "tyranny".

"We are a coalition of military employees, policemen and civilians who are looking for balance and are against this criminal government," he said.

"We don't belong to any political tendency or party. We are nationalists, patriots and institutionalists."

He said the "fight" was not against the security forces but "against the impunity of this government. It is against tyranny".

It is not clear how much support, if any, the officer has.

Mr Maduro said the pilot had previously worked for former Interior and Justice Minister Miguel Rodriguez Torres, who the president has accused of links to the CIA.

Mr Rodriguez Torres quickly denied any involvement.


Curacao History

Curacao history begins, as does the history of most islands in this part of the Caribbean, with the Arawak and Taino indigenous people. These are the people who developed the Papiamentu language specific to the island, a form of patois combining elements of the original native languages, the languages of their conquerors from Spain and the Netherlands, and the African languages of the slaves brought here to work the region&rsquos plantations. The Papiamentu word for the island is Korsou, and the first contact with Europeans occurred in the late fifteenth century when explorers Christopher Columbus and Alonso de Ojeda arrived in the Netherlands Antilles. The resultant slavery was devastating to these people, but the diseases (primarily smallpox) brought by Europeans virtually wiped them out.

Facts about Curacao include its settlement by Spain immediately after discovery, but the Netherlands and the Dutch West Indies Company took over in 1634 as part of its domination of the seas and great Voyages of Exploration. The capital city of Willemstad reflects this beginning as well as the subsequent influx of slaves from Africa, Jews escaping the Inquisition, and the descendants of the original Taino and Arawak peoples. The city is today one of only a few UNESCO World Heritage Sites in the Caribbean. The others are in Cuba, which boasts nine Santo Domingo in the Dominican Republic Haiti&rsquos National History Park the Morne Trois Pitons National park in Dominica the Pitons of St. Lucia Brimstone Hill Fortress in St. Kitts Bermuda&rsquos town of St. George and the barrier reef of Belize. Walks through the lovely city are virtual tours of Curacao history and the prestigious Museum Kura Hulanda contains fascinating collections of the multicultural mix that is found on the island.

An important role was played by Curacao during WWII for a couple reasons. Primarily, it was a vital conduit for Allied oil from Venezuela, and there was a large oil refinery here (as well as one on Aruba), which became a target of German U-boats and bombers. At various times during the war, 43 to 100 percent of the oil required by Allied forces came from the refinery on Curacao. When the Netherlands fell to Germany in 1940, troops from England and France were stationed here. Other World War II facts about Curacao include the round-up of German nationals who were sent to internment camps on Bonaire. Several Curacao citizens fought valiantly in the Dutch armed forces, including Segindo Jorge Adelberto Ecury, a black man who fought with the Resistance and was executed by the Nazi occupiers in The Hague in 1944. Even Fort Amsterdam (built in 1635) in Willemstad played a role in World War II, as the United States established gun emplacements here. Today, there is a monument to the part played by the island and its citizens outside the fort.

Curacao Map

Like the other islands in the Netherlands Antilles, Curacao history was shaped by its colonial rulers. The status of all these island colonies changed dramatically during the 1990s and the first decade of the 21st century. One of the interesting facts about Curacao is that it, along with Sint Maartin (the Dutch half of the island of St. Martin), has status aparte (separate status) as an independent country within the Dutch kingdom as of October 2010. All of the islands have voted for status change, but they didn&rsquot all agree on what they would become. Bonaire, Saba, and Sint Eustatius are municipalities of the Netherlands. Aruba has been an independent country (that is still part of the Kingdom of the Netherlands) since 1986.

The unique Papiamentu language itself is part of the history of the island, and evidence of its use dates as early as the early eighteenth century. Today it is the official language of the island, and a majority of the islanders speak it as well as at least one or two other languages. Learning a few words and phrases can help you out at local dining and shopping spots, and will certainly endear you to the local people.


Do you think that this tough reaction from the government is a signal of President Maduro’s political desperation? How do you evaluate his first ten months as president?

I don’t think desperation is the right word. I do think Maduro does not provide a clear vision and authority to a government that is extraordinarily centralized in the executive branch. This leads to many confrontations, stalemates, and paralysis among and between ministers and other government officials. This, combined with the number of military officers in key positions means the Maduro government shows much less political effectiveness than the government of Hugo Chávez did.

It is important to remember that the core economic and political problems that Maduro is confronting were inherited from former President Chávez. Chávez presided over several years of significant growth in the Venezuelan economy based on high oil prices. Nevertheless, he exacerbated Venezuela’s traditional vulnerability to “Dutch disease” whereby a high priced export overwhelms domestic production of everything else. He sought to control inflation by keeping the local currency strong. During Maduro’s year at the helm, this inflated exchange rate has reached epic proportions and has led to destructive distortions in the economy.

Chávez also created a coalition of leftists, progressives, nationalists, military, and popular sectors that perhaps only he could keep together. Maduro has considerable support and legitimacy in this coalition because he was publicly designated by Chávez as his successor. But any leader would struggle to keep this coalition together and someone with limited charisma like Maduro struggles even more.

Overall, Maduro has done a more effective job at keeping together Chavismo than many of us expected. But in objective terms, the Maduro government has not been successful at addressing the major issues that Venezuelans confront: crime, inflation, scarcities and economic opportunity. And there has been serious deterioration in terms of the freedom of expression, protest as well as in electoral democracy.


Why Has Armed Robbery Declined off Venezuela?

File image

Published Apr 3, 2020 5:52 PM by The Maritime Executive

Venezuela has the largest known oil reserves in the world, with 302 billion barrels of proven reserves reported in 2018. Production has however declined from 3.5 million barrels a day in 1997 to 1.4 million barrels in May 2018 due to the persistent economic crisis the country has been facing.

Anzoátegui state is traditionally one of the largest oil production centers in Venezuela. Two thirds of Venezuelan oil is exported through Puerto Jose in Anzoátegui. The concentration of oil industry-related infrastructure in Anzoátegui combined with the declining economic situation and lack of security make it a hotspot for armed robbery at sea in the Caribbean region. Several anchorages lie off the coast of Anzoátegui, such as Bahia De Barcelona Anchorage, Puerto Jose Anchorage and Puerto La Cruz Anchorage. Due to the collapse of the fishing industry, the economic hardship that coastal communities are facing and insufficient security measures at these anchorages, men in small boats approach mostly tankers waiting to load oil and board vessels in order to rob them.

According to the definition of the United Nations Convention on the Law of the Sea (UNCLOS, 1982: 61) piracy is limited to acts outside the jurisdiction of the coastal waters of a state. Acts committed in territorial waters are considered armed robbery of ships. As these anchorages are located in Venezuelan territorial waters, it is classified as armed robbery of ships.

For unknown reasons, reports of armed robbery at these anchorages stopped in the middle of 2019. Between January 2016 and the end of April 2019, 36 robberies and attempted robberies were reported at anchorages off Anzoátegui, of which 29 were on tankers. Six incidents were reported in early 2019, but in April 2019 robberies on commercial ships at these anchorages ended abruptly. No robberies were reported for the next ten months, until the end of February 2020.

What happened in late April or early May 2019 to account for this change? Understanding the cause of this change is important for predicting whether this sharp fall in armed robbery is sustainable or likely to be reversed in the future. Before analyzing potential causes of this sharp decline in armed robberies, it is useful to review what happens in a typical armed robbery at sea in this area.

What Happens in an Armed Robbery at Sea?

Most robberies on ships at these anchorages can be classified as petty theft where a ship&rsquos stores and its crew&rsquos possessions are stolen. Three to seven robbers in small boats approach anchored vessels under darkness and board via the anchor chain and hawse pipe or via a grappling hook and rope. Robbers are usually armed with knives, but guns were observed in a few cases. In a few instances the crew was tied up, threatened, or assaulted and minor injuries were reported.

During a more brazen robbery on 14 October 2018 the bulk carrier Shi Zi Shan was boarded just after midnight by four armed men in national guard uniforms under the ruse of an anti-narcotics inspection. Once aboard they threatened the crew with handguns and commanded them to be taken to the captain&rsquos cabin. They stole all the cash and crew&rsquos valuables.

Most yachts have long since departed this coast, ever since the attacks on these ships turned violent when the Dutch captain of the yacht Mary Eliza was shot and killed at Marina El Concorde in September 2013. These incidents, combined with recent kidnappings of Trinidadian fishermen on the coast of Venezuela, created fear (although unfounded) that piracy and armed robbery off Venezuela could turn into a situation similar to Somalia where crew from commercial vessels are kidnapped from vessels for ransom.

What Contextual Changes Might Account for the Fall in Armed Robberies at Sea?

In January 2018 Venezuelan President Nicolas Maduro temporarily closed maritime borders with the ABC islands (Aruba, Bonaire, Curacao). Fresh fruit and vegetables from Venezuela were transported to these islands, but the same routes were also used to smuggle gold, silver, copper and coltan from Venezuela. In February 2019 maritime borders with the ABC islands were once again closed, this time to prevent humanitarian aid from reaching Venezuela from these islands. The measure applied to commercial and fishing vessels. This led to a larger military presence in ports and an increase in vessel inspections on vessels entering ports in an effort to stem the smuggling of aid from the neighboring ABC islands.

At the same time, other economic factors may have reduced shipping traffic and could have reduced opportunities for armed robbery at Puerto Jose. Venezuela suffered from power outages that affected oil production and shipping operations. On 5 April 2019 the U.S. Treasury imposed sanctions on tankers and shipping companies transporting Venezuelan oil to Cuba, which could have further reduced arrivals of vessels at the anchorages. Tankers looking to evade the sanctions would have strong incentives to turn off transponders near Venezuelan water, making it difficult to obtain accurate counts of vessels at these anchorages. This could also dissuade reporting of armed robberies.


Armed robbery of ships at anchorages off the coast of Anzoátegui, 2016 to February 2020. (Stable Seas Database)

However, these explanations are not satisfactory because not all countries adhered to the call for sanctions and Venezuelan vessels were still operating from the port and anchorages. Armed robbers had ample opportunities to commit crimes near Puerto Jose. A closer look reveals that one specific incident may have initiated a chain of events that led to this decline in armed robberies.

How One Act of Defiance May Have Changed Incentives for Armed Robbery

There was one incident that fit the timeframe coinciding with the end of robberies on vessels at these anchorages, but the fact that it spelled a halt of these crimes was quite unintended.

It appears that dissatisfaction is growing amongst mid-level Venezuelan officials who are unhappy with the government for supplying Cuba with oil while severe shortages are experienced within Venezuela. In previous months, nationwide protests were reported at Venezuelan state-owned, Petróleos de Venezuela (PDVSA) facilities, leading to a loss of 30 percent in production. On 1 May 2019 a captain of a PDVSA tanker, Manuela Saenz, defied orders to deliver oil to Cuba and notified PDVSA of his intent.

Members of the Bolivarian intelligence service (Sebin) allegedly boarded the products tanker near the Amuay terminal and took control of the vessel. The captain was replaced and Sebin members remained onboard while the delivery to Cuba was made. AIS was also switched off for most of the trip.

Since then, Venezuelan Armed Forces (FANB) have been deployed on 15 PDVSA-operated tankers to ensure that fuel is delivered to Cuba and that crew would not sabotage tankers or divert the product. It is also speculated that armed personnel are placed on the vessels in case the U.S. blocked shipments to Cuba.

This added armed security on these tankers is in all likelihood the determining factor why armed robberies off Anzoátegui stopped at the end of April 2019, but this lull in attacks was short-lived. On 24 February 2020, six armed men wearing balaclavas boarded the tanker San Ramon anchored near Isla Borracha, north of Puerto La Cruz notwithstanding the presence of a coast guard armed guard onboard. This time violence escalated. The captain, Herrera Orozco, resisted the robbers and was shot in the face and killed. Another crewmember is still missing after he jumped overboard, and a coast guard sergeant was injured during the attack.

While we cannot know what caused these armed robbers to be more violent than those involved in previous incidents, it is plausible that this is related to increased security on ships, and the situation escalated. Ships at these anchorages are harder targets than they once were, but the root causes of piracy and armed robbery in Venezuela &ndash including poverty and weak state governance &ndash remain. So long as they do, it is possible that attacks on ships at these anchorages will be dissuaded only as long as criminals can be deterred from employing escalating levels of violence.

Lydelle Joubert is an expert on maritime piracy at Stable Seas, a program of One Earth Future. She has an MA in International Relations from the University of Pretoria, South Africa.

This article appears courtesy of CIMSEC and may be found in its original form here.

The opinions expressed herein are the author's and not necessarily those of The Maritime Executive.


What was the reason for the Dutch attack on Venezuela in 1908? - História

29 of you are backing the summer quarter with $637. 42% of the $1500 requirement raised.


of the HTML in your anti-empire.com -->

Dutch police crack down on anti-lockdown protesters who were peacefully gathered in a park. A woman is struck by a police van. pic.twitter.com/WIvwzPP8yj

&mdash Ian Miles Cheong (@stillgray) March 14, 2021

Dutch police unleash attack dogs on anti-lockdown protesters. pic.twitter.com/cH8ezaDtvN

&mdash Ian Miles Cheong (@stillgray) March 14, 2021

Dutch police beat up a guy on a bicycle for no reason. pic.twitter.com/pJpAlWeM6X

&mdash Ian Miles Cheong (@stillgray) March 14, 2021

"Anti-#lockdown protest in #Netherlands. People are protesting because they want to be allowed to live normally and earn a living." pic.twitter.com/wuROwZZMZW

&mdash Geopolitics & Empire (@Geopolitics_Emp) March 14, 2021

But don’t worry, next week official Netherlands will still help destroy the next Syria/Libya/Yugoslavia for being a big meanie to its own people.

The COVID nonsense will be a bridge too far for the New World Order.

Novus Ordo Seclorum dated the zionazi lodges on 2033, see the Rat-child 1$ bill, the US great seal,US modern galactic flag, the US Skyscrapers calendar with tied to it the oficial,zionist msm released 911 Database! 11x times the same date for NWO, 2033.

Covid 󈬃” is the 2nd horseman of zionist Apocalypse, after 911, each more and more deadly,with more and more lost human rights! In 2023 will hit us 3rd horse, STARVATION, blamed on Covid destroyed global economy, bad weater and bad harvests! With all human rights gone! In 2025, the reptilian subhuman ” elite” plans Armagedon war of Depopulation of the world, to them ” ideal” 500 million survivors, se their apocalyptic Georgia Guidestones.


Assista o vídeo: Os impérios que fracassaram na Venezuela