Sérvia e Grécia declaram guerra ao Império Otomano na Primeira Guerra dos Balcãs

Sérvia e Grécia declaram guerra ao Império Otomano na Primeira Guerra dos Balcãs

Em 17 de outubro de 1912, seguindo o exemplo de Montenegro, seu aliado menor na tumultuada região balcânica da Europa, a Sérvia e a Grécia declaram guerra ao Império Otomano, iniciando a Primeira Guerra Balcânica para valer.

Quatro anos antes, uma rebelião na Macedônia dominada pelos otomanos pela sociedade nacionalista conhecida como Jovens Turcos havia abalado a estabilidade do governo do sultão na Europa. A Áustria-Hungria agiu rapidamente para capitalizar essa fraqueza, anexando as duas províncias balcânicas da Bósnia e Herzegovina e instando a Bulgária, também sob o domínio turco, a proclamar sua independência. Essas ações perturbaram rapidamente o delicado equilíbrio de poder na Península Balcânica: a ambiciosa Sérvia ficou indignada, considerando que a Bósnia-Herzegovina fazia parte de seu próprio território devido à sua herança eslava comum. A Rússia czarista, a outra grande potência com influência na região - e um forte apoiador da Sérvia - também se sentiu ameaçada pelas ações da Áustria.

Na primavera de 1912, a Rússia encorajou o agrupamento de nações balcânicas - Sérvia, Bulgária, Montenegro e Grécia - a formar uma aliança com o objetivo de assumir o controle de parte ou de todo o território europeu ainda ocupado pelo Império Otomano. Embora muitas vezes em conflito uns com os outros, os díspares povos dos Bálcãs foram capazes de unir forças quando impulsionados pelo objetivo singular de atacar uma Turquia distraída, até então enredada em uma guerra com a Itália por território na Líbia. Montenegro declarou guerra em 8 de outubro de 1912; Sérvia, Bulgária e Grécia seguiram o exemplo nove dias depois.

O resultado da Primeira Guerra dos Bálcãs surpreendeu a muitos, pois as forças combinadas dos Bálcãs derrotaram rápida e decisivamente o exército otomano, expulsando os turcos de quase todo o seu território no sudeste da Europa em um mês. Na esteira da retirada da Turquia, as grandes potências europeias - Grã-Bretanha, França, Alemanha, Áustria-Hungria e Rússia - lutaram para exercer controle sobre a região, convocando um congresso com as nações beligerantes em Londres em dezembro de 1912 para traçar o pós-guerra fronteiras nos Balcãs. O acordo resultante - que dividiu a Macedônia entre as quatro potências vitoriosas dos Bálcãs - levou a uma paz concluída em 30 de maio de 1913, que, no entanto, deixou a Bulgária se sentindo roubada de sua parte legítima pela Sérvia e Grécia. Isso levou à Segunda Guerra Balcânica apenas um mês depois, na qual a Bulgária se voltou contra seus dois ex-aliados em um ataque surpresa ordenado pelo rei Fernando I sem consultar seu próprio governo.

No conflito que se seguiu, a Bulgária foi rapidamente derrotada por forças da Sérvia, Grécia, Turquia e Romênia. Pelos termos do Tratado de Bucareste, assinado em 10 de agosto, a Bulgária perdeu uma quantidade considerável de território e a Sérvia e a Grécia receberam o controle da maior parte da Macedônia. Na esteira das duas guerras dos Bálcãs, as tensões na região apenas aumentaram, fervendo logo abaixo da superfície e ameaçando explodir a qualquer momento. A Áustria-Hungria - que esperava primeiro a Turquia e depois a Bulgária triunfarem e queria muito ver a Sérvia esmagada - tornou-se cada vez mais cautelosa com o crescimento da influência eslava nos Bálcãs, na forma da emergente Sérvia e seu patrocinador, a Rússia. Significativamente, o poderoso aliado da Monarquia Dual, a Alemanha, compartilhava dessa preocupação. Em uma carta ao ministro das Relações Exteriores austro-húngaro em outubro de 1913 que prenunciou o devastador conflito global que viria, o Kaiser Wilhelm II caracterizou o resultado das guerras dos Bálcãs como “um processo histórico a ser classificado na mesma categoria das grandes migrações de pessoas , o caso presente foi um poderoso avanço dos eslavos. A guerra entre o Oriente e o Ocidente era inevitável a longo prazo ... Os eslavos não nascem para governar, mas para obedecer. ”


Cronologia: Otomanos e Balcãs

Década de 1300:
A tribo turca conhecida como otomana forma um pequeno estado no oeste da Anatólia.

1352:
Os otomanos invadem e começam a ocupar a Bulgária.

1371:
Os otomanos derrotam os sérvios e seus aliados na Batalha de Maritsa.

1389:
Os otomanos infligem a segunda derrota aos sérvios, agora liderados pelo príncipe Lazar, na Batalha de Kosovo, iniciando a lenta conquista da Sérvia.

1402:
Os otomanos mudam sua capital da Ásia Menor para Edirne (Adrianópolis) na Europa, sinalizando sua intenção de se tornar uma grande potência europeia.

1453:
Os otomanos cercam e conquistam Constantinopla, encerrando o Império Bizantino.

1459:
A queda de Smederevo liquida o último remanescente do estado sérvio independente.

1463:
Os otomanos quase conquistaram a Bósnia, executando o último rei da Bósnia, Stjepan Tomasevic, em Jajce.

1468:
O príncipe guerreiro albanês Skenderbeg morre. Uma década após sua morte, os otomanos invadiram a maior parte da Albânia.

1493:
A nobreza croata aniquilada na Batalha de Krbava em Lika, abrindo caminho para a conquista otomana de grande parte da Croácia.

1526:
O exército húngaro foi esmagado na Batalha de Mohacs, abrindo caminho para a conquista otomana da Hungria.

1557:
Sultan decreta a restauração do Patriarcado Ortodoxo Sérvio, vago desde 1460. O Retorno dos Patriarcas a Pec estimula o renascimento da identidade sérvia dentro do Império Otomano.

1683-1699:
Os Habsburgos conquistam a Hungria e a Croácia sob domínio otomano, criando uma nova fronteira entre os impérios "austríaco" e "turco". O fracasso da revolta entre os sérvios em Kosovo resulta na emigração em massa de sérvios para os Habsburgos, Eslavônia e Voivodina.

1804-1817:
Série de levantes sérvios termina com o estabelecimento de um pequeno principado sérvio autônomo dentro do Império Otomano sob o príncipe Milos Obrenovic.

1867:
Os príncipes sérvios consolidam o controle sobre o novo estado expulsando a guarnição otomana de Belgrado.

1876-1878:
A revolta na Bulgária desencadeia a guerra russo-turca no ano seguinte. Isso termina com a derrota turca e a criação no Congresso de Berlim da Bulgária autônoma dentro do Império Otomano.

A Áustria ocupa a Bósnia-Herzegovina e a Sérvia tira os últimos vestígios de autonomia, tornando-se formalmente independente e recebendo território ao sul. Montenegro também ganha território às custas dos albaneses.

1903:
O chamado levante “Ilinden” na Macedônia termina em derrota, já que sérvios, gregos e potências externas se mantêm indiferentes. Os otomanos permanecem no controle da Macedônia.

1908:
A Áustria-Hungria anexa a Bósnia e Herzegovina, humilhando a Sérvia. O príncipe de Montenegro se declara rei e o rei da Bulgária se declara czar. A revolução jovem turca em Constantinopla visa reviver o Império Otomano.

1909-1910:
Revoltas anti-otomanas varrem o norte da Albânia e Kosovo, mas a falha dos rebeldes em coordenar ou obter apoio de potências externas permite que os otomanos mantenham o controle.

1912-1913:
Bulgária, Sérvia, Montenegro e Grécia se unem e declaram guerra aos otomanos, invadindo a “Turquia-na-Europa”, mas lutando entre si pelos despojos.

A primeira e a segunda guerras dos Bálcãs terminam com a maior parte da Macedônia, reivindicada pela Bulgária, indo para a Sérvia e a Grécia. A Sérvia também ganha Kosovo. A Albânia declara independência, mas é incapaz de assegurar a maior parte das terras de maioria albanesa para o novo estado.

Depois de mais de seis séculos, os otomanos são expulsos do continente, exceto Constantinopla e a Trácia oriental.

Marcus Tanner é jornalista, historiador e autor da Croácia, uma nação forjada na guerra, entre outros livros. Ele faz reportagens sobre os Bálcãs há mais de 20 anos. Ele edita o Balkan Insight e foi editor do Balkan Fellowship for Journalistic Excellence de 2007 a 2010.


Sérvia e Grécia declaram guerra ao Império Otomano na Primeira Guerra dos Balcãs - HISTÓRIA

1914: Explosões de guerra

1871 - Após a derrota da França na Guerra Franco-Prussiana, a Alemanha é unificada como uma federação imperial de estados, liderada pelo Rei da Prússia (Kaiser Wilhelm I). Isso estimula uma nova era de crescimento populacional e rápida industrialização. Os alemães também anexaram à força as províncias da Alsácia e Lorena da França.

1882 - Alemanha, Áustria-Hungria (Império Habsburgo) e Itália formam a Tríplice Aliança.

1891 - O Império Russo e a França formam sua própria aliança em reação à Tríplice Aliança.

1898 - A Alemanha começa a construir sua marinha para desafiar a supremacia global de longa data da Marinha britânica.

Janeiro de 1902 - Grã-Bretanha e Japão formam uma aliança naval.

Abril de 1904 - Os britânicos chegam a um acordo estratégico com a França que inclui apoio militar mútuo em caso de guerra.

Janeiro de 1905 - Tropas do czar russo Nicolau II disparam contra manifestantes pacíficos em São Petersburgo, matando centenas no que ficou conhecido como Domingo Sangrento.

Maio de 1905 - A Rússia sofre uma derrota militar no mar pelo Japão recém-industrializado, frustrando as ambições territoriais da Rússia em relação à Manchúria e à Coréia.

Outubro de 1905 - A agitação política contínua na Rússia, incluindo uma greve geral, resulta na criação de uma assembleia legislativa nacional (Duma) pelo Czar.

Fevereiro de 1906 - H.M.S. Dreadnought é lançado pela Grã-Bretanha, marcando o advento de uma nova classe de navios de guerra de grandes armas. Os alemães fazem o mesmo e começam a construir navios de guerra semelhantes à medida que ocorre uma corrida armamentista entre a Alemanha e a Grã-Bretanha.

Agosto de 1907 - Os britânicos chegam a um acordo estratégico com a Rússia.

Outubro de 1908 - Áustria-Hungria, apoiada pela Alemanha, anexa a Bósnia-Herzegovina. A vizinha Sérvia, com o apoio da Rússia, expressa sua objeção em apoiar a minoria sérvia que vive na Bósnia.

Março de 1909 - A Alemanha força a Rússia a endossar a anexação da Bósnia-Herzegovina pela Áustria-Hungria.

1910 - A Alemanha supera a Grã-Bretanha como a nação manufatureira líder na Europa. Os Estados Unidos continuam sendo o líder mundial, superando todas as nações manufatureiras europeias juntas.

Outubro de 1912 - A Guerra dos Bálcãs irrompe no sul da Europa quando a Sérvia lidera um ataque de membros da Liga dos Bálcãs (Sérvia, Bulgária e Grécia) contra o Império Otomano (turco) para expulsar os turcos da Europa.

Maio de 1913 - A Guerra dos Bálcãs termina com os turcos expulsos do sul da Europa. Um acordo de paz é então elaborado pelas principais potências europeias, que divide as antigas áreas turcas no sul da Europa entre as nações da Liga dos Bálcãs. No entanto, a paz dura pouco, pois a Bulgária, desejando uma fatia maior, ataca as vizinhas Grécia e Sérvia. A Romênia então ataca a Bulgária junto com os turcos. Esta Segunda Guerra Balcânica resulta na perda de território da Bulgária e nos sérvios fortalecidos, deixando a região balcânica do sul da Europa politicamente instável.

28 de junho de 1914 - O arquiduque Franz Ferdinand, herdeiro do trono austríaco, e sua esposa visitam Sarajevo na Bósnia. Uma bomba é lançada em seu carro, mas falha. Destemidos, eles continuam sua visita apenas para serem baleados e mortos pouco tempo depois por um assassino solitário. Acreditando que o assassino seja um nacionalista sérvio, os austríacos direcionam sua raiva para a Sérvia.

23 de julho de 1914 - A Áustria-Hungria, com o apoio da Alemanha, entrega um ultimato à Sérvia. Os sérvios propõem a arbitragem como forma de resolver disputas, mas também iniciam a mobilização de suas tropas.

25 de julho de 1914 - A Áustria-Hungria rompe relações diplomáticas com a Sérvia e começa a mobilizar suas tropas.

26 de julho de 1914 - A Grã-Bretanha tenta organizar uma conferência política entre as principais potências europeias para resolver a disputa entre a Áustria-Hungria e a Sérvia. França e Itália concordam em participar. A Rússia então concorda, mas a Alemanha se recusa.

28 de julho de 1914 - O Império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia.

29 de julho de 1914 - A Grã-Bretanha pede mediação internacional para resolver o agravamento da crise. A Rússia pede moderação alemã, mas os russos começam a mobilização parcial das tropas como precaução. Os alemães então alertam a Rússia sobre sua mobilização e começam a se mobilizar.

30 de julho de 1914 - Navios de guerra austríacos bombardeiam Belgrado, capital da Sérvia.

31 de julho de 1914 - Reagindo ao ataque austríaco à Sérvia, a Rússia inicia a mobilização total de suas tropas. A Alemanha exige que pare.

1 de agosto de 1914 - Alemanha declara guerra à Rússia. França e Bélgica iniciam a mobilização total.

3 de agosto de 1914 - A Alemanha declara guerra à França e invade a Bélgica neutra. A Grã-Bretanha então envia um ultimato, rejeitado pelos alemães, para se retirar da Bélgica.

4 de agosto de 1914 - A Grã-Bretanha declara guerra à Alemanha. A declaração é obrigatória para todos os domínios dentro do Império Britânico, incluindo Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Índia e África do Sul.

4 de agosto de 1914 - Os Estados Unidos declaram sua neutralidade.

4 a 16 de agosto de 1914 - O Cerco de Liege ocorre quando os alemães atacam a cidade-fortaleza belga, mas encontram resistência das tropas belgas dentro dos Fortes de Liege. Os doze fortes que cercam a cidade são então bombardeados até a submissão por obuseiros alemães e austríacos usando granadas explosivas. As tropas belgas restantes então recuam para o norte em direção a Antuérpia, enquanto o avanço alemão para o oeste continua.

6 de agosto de 1914 - O Império Austro-Húngaro declara guerra à Rússia.

6 de agosto de 1914 - Tropas francesas e britânicas invadem a colônia alemã do Togo, na África Ocidental. Vinte dias depois, o governador alemão se rende.

7 de agosto de 1914 - As primeiras tropas britânicas desembarcam na França. Os 120.000 membros altamente treinados do Exército Britânico regular formam a Força Expedicionária Britânica (BEF) comandada pelo Marechal de Campo John French.

7 a 24 de agosto de 1914 - O desejo francês de obter uma vitória rápida acende a primeira grande ação franco-alemã da guerra. O exército francês invade a Alsácia e a Lorena de acordo com sua estratégia principal conhecida como Plano XVII. No entanto, a ofensiva francesa é enfrentada por contra-ataques alemães eficazes usando artilharia pesada e metralhadoras. Os franceses sofrem pesadas baixas, incluindo 27.000 soldados mortos em um único dia, o pior número de mortos em um dia na história do exército francês. Os franceses então recuam em direção a Paris em meio a um total de 300.000 vítimas.

8 de agosto de 1914 - A Grã-Bretanha promulga a Lei de Defesa do Reino (DORA), concedendo poderes sem precedentes ao governo para controlar a economia e a vida diária.

12 de agosto de 1914 - Grã-Bretanha e França declaram guerra à Áustria-Hungria. A Sérvia é invadida pela Áustria-Hungria.

17 de agosto de 1914 - A Rússia invade a Alemanha, atacando a Prússia Oriental, forçando os alemães em menor número a recuar. Isso marca o advento da Frente Oriental na Europa, na qual a Rússia se oporá à Alemanha e à Áustria-Hungria.

20 de agosto de 1914 - Tropas alemãs ocupam Bruxelas indefesa, capital da Bélgica. Em seguida, os principais exércitos alemães continuam para o oeste e invadem a França de acordo com sua estratégia principal conhecida como Plano Schlieffen. Ele exige um movimento gigante no sentido anti-horário dos exércitos alemães entrando na França, engolindo Paris e, em seguida, atacando a retaguarda dos exércitos franceses concentrados na área da Alsácia-Lorena. Sob o comando geral de Helmuth von Moltke, Chefe do Estado-Maior Alemão, os alemães buscam alcançar a vitória sobre a França dentro de seis semanas e então se concentram em derrotar a Rússia no Leste antes que o exército russo de seis milhões de homens, o maior do mundo, possa totalmente mobilizar.

23 de agosto de 1914 - Japão declara guerra à Alemanha. Os japoneses então se preparam para ajudar os britânicos a expulsar os alemães do Extremo Oriente. As possessões alemãs no Pacífico Sul incluem uma base naval na costa da China, parte da Nova Guiné, Samoa e as Ilhas Caroline, Marshall e Mariana.

Batalha de Tannenberg

26 de agosto de 1914 - Na Frente Oriental, as tropas alemãs na Prússia Oriental sob o novo comando de Paul von Hindenburg e Erich Ludendorff se opõem ao 2º Exército Russo. Auxiliados pelo reconhecimento aéreo e pela interceptação de mensagens de rádio russas não codificadas, os alemães reposicionaram efetivamente suas tropas para conter o avanço inicial da Rússia. Cinco dias depois, após cercar os russos, a batalha termina com a vitória alemã e a captura de 125.000 russos. Após esse sucesso, os alemães expulsam os russos da Prússia Oriental com pesadas baixas. A impressionante vitória eleva Hindenburg e Ludendorff ao status de heróis na Alemanha.

30 de agosto de 1914 - As possessões alemãs no Extremo Oriente são atacadas enquanto as tropas da Nova Zelândia ocupam a Samoa Alemã. Três dias depois, as forças japonesas aterrissam na costa da China, preparando-se para atacar a base naval alemã em Tsingtao (Qingdao). Um mês depois, os japoneses começam a ocupar as ilhas Caroline, Marshall e Mariana.

Batalha do Marne

5 a 12 de setembro de 1914 - Na Frente Ocidental, Paris é salva quando as tropas francesas e britânicas interrompem o Plano Schlieffen, lançando uma grande contra-ofensiva contra os exércitos invasores alemães a leste de Paris. Seiscentos táxis da cidade ajudam a mover as tropas francesas para o front. Auxiliados pelo reconhecimento aéreo francês, que revela uma lacuna que se desenvolveu no centro de todo o avanço alemão, os franceses e os britânicos exploram essa fraqueza e pressionam sua vantagem. Os alemães então iniciam uma retirada estratégica para o norte, enquanto os Aliados o perseguem. Cada lado tenta repetidamente superar o outro e obter uma vantagem tática à medida que se movem para o norte, no que ficou conhecido como Corrida para o Mar.

7 de setembro de 1914 - No Extremo Oriente, um esquadrão naval alemão, comandado por Graf von Spee, corta o cabo de comunicações do Pacífico Britânico.

8 de setembro de 1914 - O governo francês promulga regulamentos do Estado de Guerra em todo o país, que incluem controle total sobre a economia e a segurança nacional, censura estrita e suspensão das liberdades civis.

17 de setembro de 1914 - Na Frente Oriental, as forças austríacas recuam constantemente do avanço do 3º e 8º exércitos russos que lutam no sul da Polônia e ao longo da fronteira russo-austríaca. Os alemães então enviam o recém-formado 9º Exército para deter os russos. Isso marca o início de um padrão em que os alemães ajudarão o exército austro-húngaro mais fraco.

22 de setembro de 1914 - O primeiro ataque aéreo britânico contra a Alemanha ocorre quando as bases do Zeppelin em Colônia e D & uumlsseldorf são bombardeadas.

Primeira Batalha de Ypres
19 de outubro a 22 de novembro de 1914

19 de outubro de 1914 - Ainda com a esperança de obter uma vitória rápida no Ocidente, os alemães lançam um grande ataque contra Ypres, na Bélgica. Apesar das pesadas perdas, as tropas britânicas, francesas e belgas resistem ao ataque e os alemães não conseguem escapar. Durante a batalha, os alemães enviaram ondas de soldados voluntários inexperientes de 17 a 20 anos, alguns recém-saídos da escola. Eles avançam ombro a ombro enquanto cantam canções patrióticas apenas para serem sistematicamente abatidos no que os próprios alemães mais tarde chamam de "massacre dos inocentes". Em novembro, o total de baixas chegará a 250.000 homens, incluindo quase metade do Exército Regular Britânico.

29 de outubro de 1914 - O Império Otomano (Turquia) entra na guerra ao lado dos alemães quando três navios de guerra bombardeiam o porto russo de Odessa. Três dias depois, a Rússia declara guerra à Turquia. As tropas russas e turcas se preparam para a batalha ao longo da fronteira comum entre o Cáucaso russo e o Império Otomano.

Outubro a novembro de 1914 - Alemães e austríacos lançam uma ofensiva combinada contra os russos na Frente Oriental. O 9º Exército alemão tem como alvo Varsóvia, Polônia, mas tem a oposição de seis exércitos russos e se retira. Os austríacos atacam os russos na Galícia (uma província no nordeste da Áustria) com resultados indecisos. No entanto, os russos falham em aproveitar sua vantagem em Varsóvia e, em vez disso, começam uma contra-ofensiva dividida movendo-se tanto para o sul contra os austríacos na Galícia quanto para o norte em direção à Alemanha. O 9º Exército alemão então se reagrupa e isola os russos em Lodz, Polônia, interrompendo seu avanço e forçando uma retirada dos russos para o leste.

1 de novembro de 1914 - A Áustria invade a Sérvia. Esta é a terceira tentativa de conquistar os sérvios em retaliação pelo assassinato do arquiduque Franz Ferdinand. Essa tentativa fracassa como as duas anteriores, nas mãos de sérvios altamente motivados que lutam em seu território. Os austríacos se retiraram em meados de dezembro, depois de sofrer mais de 220.000 baixas nas três invasões fracassadas.

1 de novembro de 1914 - A Marinha Britânica sofre sua pior derrota em séculos durante uma batalha marítima no Pacífico. Dois navios britânicos, o Monmouth e Boa Esperança, são afundados sem sobreviventes por um esquadrão alemão comandado pelo almirante Graf von Spee.

3 de novembro de 1914 - Kaiser Wilhelm nomeia Erich von Falkenhayn como o novo Chefe do Estado-Maior Alemão, substituindo Helmuth von Moltke, que é demitido devido ao fracasso do Plano Schlieffen.

5 de novembro de 1914 - França e Grã-Bretanha declaram guerra ao Império Otomano (Turco).

6 de novembro de 1914 - No Golfo Pérsico, uma grande ofensiva britânica começa quando a 6ª Divisão Indiana invade a Mesopotâmia. O objetivo é proteger o oleoduto da Pérsia. Duas semanas depois, eles capturam a cidade de Basra.

7 de novembro de 1914 - No Extremo Oriente, a base naval alemã em Tsingtao é capturada pelos japoneses, auxiliados por um batalhão britânico e indiano.

Começa a guerra de trincheiras

Dezembro de 1914 - A Frente Ocidental na Europa se estabiliza após a Primeira Batalha de Ypres, quando os alemães vão para a defensiva e transferem tropas para o leste para lutar contra os russos. A Frente Ocidental de 650 quilômetros de extensão se estende da costa do canal em direção ao sul, através da Bélgica e do leste da França, até a Suíça. Tropas de ambos os lados constroem trincheiras opostas e abrigos protegidos por arame farpado, ninhos de metralhadoras, atiradores de elite e morteiros, com uma área intermediária chamada Terra de Ninguém. A Frente Oriental também vê sua cota de trincheiras à medida que as tropas cavam depois que os russos detêm os alemães na Polônia e os austríacos detêm os russos em Limanowa. A Frente Oriental de 600 milhas se estende do Mar Báltico ao sul através da Prússia Oriental e da Áustria até os Montes Cárpatos.

8 de dezembro de 1914 - A Batalha das Ilhas Malvinas ocorre quando os navios de guerra da Marinha Britânica destroem o esquadrão alemão do Almirante Graf von Spee no Atlântico Sul, na costa da Argentina. Von Spee e dois filhos servindo em seu esquadrão são mortos.

10 de dezembro de 1914 - Os franceses iniciam uma série de ataques ao longo da Frente Ocidental contra os alemães na região de Artois no norte da França e em Champagne no sul. Prejudicados pela falta de artilharia pesada e condições lamacentas de inverno, os franceses não conseguem obter ganhos significativos e as duas ofensivas logo são suspensas.

16 de dezembro de 1914 - A Grã-Bretanha sofre suas primeiras baixas civis em casa na guerra quando a Marinha Alemã bombardeia as cidades costeiras de Whitby, Hartlepool e Scarborough, matando 40 pessoas e ferindo centenas.

25 de dezembro de 1914 - Uma trégua de Natal ocorre entre soldados alemães e britânicos nas trincheiras do norte da França. Todos os tiros param quando os soldados saem de suas trincheiras, trocam presentes, cantam canções de natal e se envolvem em uma partida de futebol. Esta é a única trégua de Natal da guerra, já que os comandantes aliados subsequentemente proíbem a confraternização com ordens de atirar em qualquer infrator.


Kaiser Guilherme II da Alemanha


Jovens e militares alemães


Declaração de Alegria dos Alemães


O Poderoso Braço Russoy


Infantaria francesa em ação


Austríacos atacam russos

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As guerras dos Balcãs: cenas da linha de frente

As Guerras Balcânicas começaram em 8 de outubro de 1912. 100 anos depois, a TIME examina as imagens de um dos conflitos definidores do século 20.

Rebeldes macedônios avançam ao longo da estrada para Salônica (atual Tessalônica, Grécia), então uma agitada cidade portuária em grande parte judaica sob controle otomano, em uma foto datada de 1912.

Em 8 de outubro de 1912, o minúsculo Reino de Montenegro declarou guerra ao enfraquecido Império Otomano, dando início ao que agora é conhecido como a Primeira Guerra dos Bálcãs. Três outros estados balcânicos em aliança com os montenegrinos - Bulgária, Grécia e Sérvia - rapidamente seguiram o exemplo, travando guerra contra os turcos, o velho inimigo imperial, enquanto recorriam a uma fonte de sentimento nacional em cada uma de suas pátrias. Em março de 1913, suas campanhas encharcadas de sangue efetivamente expulsaram os enfraquecidos otomanos da Europa. No entanto, em julho, a Grécia e a Sérvia entrariam em conflito com a Bulgária no que é conhecido como a Segunda Guerra dos Balcãs - uma luta amarga de um mês que viu mais territórios mudarem de mãos, mais aldeias arrasadas e mais corpos jogados na terra. Cerca de 200.000 soldados morreram em menos de um ano, enquanto inúmeros civis foram massacrados em pogroms ou morreram de doenças e fome. O conflito, conforme argumentado aqui, em muitos sentidos deu o tom para o futuro da guerra e das lutas étnicas no século XX.


Arquiduque Franz Ferdinand

Em 28 de junho de 1914, o arquiduque Franz Ferdinand da Áustria foi morto a tiros em Sarajevo por Gavrilo Princip, um de um grupo de seis assassinos coordenados por Danilo Ilić, um sérvio bósnio e membro da sociedade secreta da Mão Negra. Este evento levou a uma crise diplomática e ao início da Primeira Guerra Mundial

Objetivos de aprendizado

Discuta sobre o arquiduque Franz Ferdinand

Principais vantagens

Pontos chave

  • O arquiduque Franz Ferdinand da Áustria, membro da família real austríaca e herdeiro presuntivo ao trono austríaco, foi assassinado por Gavrilo Princip, membro do movimento Jovem Bósnia ligado à sociedade secreta Mão em Branco.
  • O objetivo político do assassinato era separar as províncias eslavas do sul da Áustria-Hungria e 8217 para que pudessem ser combinadas na Iugoslávia.
  • O assassinato do arquiduque Franz Ferdinand causou profundas ondas de choque nas elites austríacas. O assassinato foi descrito por Christopher Clark como & # 8220 um evento terrorista carregado de significado histórico, transformando a química política em Viena. ”
  • O assassinato desencadeou a Crise de julho, uma série de tensas manobras diplomáticas que levaram a um ultimato da Áustria-Hungria ao Reino da Sérvia, que rejeitou algumas dessas condições como uma violação de sua soberania. Isso levou a Áustria-Hungria invadindo a Sérvia.
  • O sistema de alianças europeias levou a uma série de mobilizações crescentes da Áustria e da Rússia. Por fim, a Grã-Bretanha e a França também foram obrigadas a se mobilizar e declarar guerra, dando início à Primeira Guerra Mundial

Termos chave

  • Jovem bósnia: Um movimento revolucionário ativo no Condomínio da Bósnia e Herzegovina antes da Primeira Guerra Mundial. Os membros eram predominantemente estudantes, principalmente sérvios, mas também bósnios e croatas. Duas ideologias principais foram promovidas entre os membros do grupo: a iugoslavista (unificação em uma Iugoslávia) e a pan-sérvia (unificação na Sérvia).
  • Crise de julho: Uma crise diplomática entre as principais potências da Europa no verão de 1914 que levou à Primeira Guerra Mundial. Imediatamente após Gavrilo Princip, um nacionalista iugoslavo, assassinou o arquiduque Franz Ferdinand, herdeiro presuntivo do trono austro-húngaro, em Sarajevo, uma série de manobras diplomáticas levaram a um ultimato da Áustria-Hungria ao Reino da Sérvia e, eventualmente, à guerra.
  • irredentismo: Qualquer movimento político ou popular com a intenção de recuperar e reocupar uma área & # 8220 perdida & # 8221 ou & # 8220 não resgatada & # 8221 reivindicações territoriais são justificadas com base em reivindicações territoriais reais ou imaginárias (uma área anteriormente parte desse estado) ou étnicas ( uma área habitada por afiliações daquela nação ou grupo étnico). Freqüentemente, é defendida por movimentos nacionalistas e pan-nacionalistas e tem sido uma característica da política de identidade e da geografia cultural e política.
  • Mão negra: Uma sociedade militar secreta formada em 9 de maio de 1911 por oficiais do Exército do Reino da Sérvia, originários do grupo conspiratório que assassinou o casal real sérvio (1903) liderado pelo capitão Dragutin Dimitrijević & # 8220Apis. & # 8221

Franz Ferdinand foi um arquiduque da Áustria-Este, austro-húngaro e príncipe real da Hungria e da Boêmia e, de 1896 até sua morte, herdeiro presuntivo do trono austro-húngaro. Seu assassinato em Sarajevo precipitou a declaração de guerra da Áustria-Hungria & # 8217 contra a Sérvia. Isso fez com que as Potências Centrais (incluindo Alemanha e Áustria-Hungria) e os aliados da Sérvia e # 8217 declarassem guerra entre si, começando a Primeira Guerra Mundial

Franz Ferdinand nasceu em Graz, Áustria, o filho mais velho do arquiduque Karl Ludwig da Áustria (irmão mais novo de Franz Joseph e Maximilian) e sua segunda esposa, a princesa Maria Annunciata de Bourbon-Duas Sicílias. Em 1875, quando ele tinha apenas 11 anos, morreu seu primo, o duque Francisco V de Modena, nomeando Francisco Ferdinando como seu herdeiro, com a condição de que adicionasse o nome Este ao seu. Franz Ferdinand tornou-se assim um dos homens mais ricos da Áustria.

Em 1889, a vida de Franz Ferdinand & # 8217 mudou dramaticamente. Seu primo, o príncipe herdeiro Rudolf, cometeu suicídio em sua cabana de caça em Mayerling. Isso deixou o pai de Franz Ferdinand, Karl Ludwig, o primeiro na linha de sucessão ao trono. Ludwig morreu de febre tifóide em 1896. A partir de então, Franz Ferdinand foi preparado para sucedê-lo.

Assassinato do arquiduque Ferdinand

O assassinato do arquiduque Franz Ferdinand da Áustria, herdeiro presuntivo ao trono austro-húngaro, e de sua esposa Sophie, duquesa de Hohenberg, ocorreu em 28 de junho de 1914, em Sarajevo, quando foram mortos a tiros por Gavrilo Princip. Princip fazia parte de um grupo de seis assassinos (cinco sérvios e um bósnio) coordenado por Danilo Ilić, um sérvio bósnio e membro da sociedade secreta da Mão Negra. O objetivo político do assassinato era separar as províncias eslavas do sul da Áustria-Hungria e 8217 para que pudessem ser combinadas na Iugoslávia. A Mão Negra, formalmente Unificação ou Morte, era uma sociedade militar secreta formada em 9 de maio de 1911 por oficiais do Exército do Reino da Sérvia. com o objetivo de unir todos os territórios com uma maioria eslava do sul não governada pela Sérvia ou Montenegro. Sua inspiração foi principalmente a unificação da Itália em 1859-70, mas também a da Alemanha em 1871.

Os motivos dos assassinos eram consistentes com a Young Bosnia, um movimento revolucionário ativo no Condomínio da Bósnia e Herzegovina (governado pela Áustria-Hungria) antes da Primeira Guerra Mundial. Os membros eram predominantemente estudantes, principalmente sérvios, mas também bósnios e croatas. Duas ideologias principais foram promovidas entre os membros do grupo: a iugoslavista (unificação em uma Iugoslávia) e a pan-sérvia (unificação na Sérvia). A Young Bosnia foi inspirada por uma variedade de ideias, movimentos e eventos, como o romantismo alemão, o anarquismo, o socialismo revolucionário russo, Fyodor Dostoyevsky, Friedrich Nietzsche e a Batalha de Kosovo.

Em 1913, o imperador Franz Joseph comandou o arquiduque Franz Ferdinand para observar as manobras militares na Bósnia programadas para junho de 1914. Após as manobras, Ferdinand e sua esposa planejaram visitar Sarajevo para abrir o museu estatal em suas novas instalações lá. A duquesa Sophie, segundo seu filho mais velho, o duque Maximiliano, acompanhou o marido temendo por sua segurança.

Franz Ferdinand era um defensor do federalismo crescente e amplamente considerado a favor do trialismo, sob o qual a Áustria-Hungria seria reorganizada pela combinação das terras eslavas dentro do império austro-húngaro em uma terceira coroa. Um reino eslavo poderia ter sido um baluarte contra o irredentismo sérvio, e Fernando foi, portanto, visto como uma ameaça por esses mesmos irredentistas. Mais tarde, Princip declarou ao tribunal que impedir as reformas planejadas de Ferdinand foi uma de suas motivações.

O dia do assassinato, 28 de junho, é a festa de São Vito. Na Sérvia, é chamado de Vidovdan e comemora a Batalha de Kosovo contra os otomanos em 1389, na qual o sultão foi assassinado em sua tenda por um sérvio.

The assassination of Ferdinand led directly to the First World War when Austria-Hungary subsequently issued an ultimatum to the Kingdom of Serbia, which was partially rejected. Austria-Hungary then declared war.

The assassins, the key members of the clandestine network, and the key Serbian military conspirators who were still alive were arrested, tried, convicted, and punished. Those who were arrested in Bosnia were tried in Sarajevo in October 1914. The other conspirators were arrested and tried before a Serbian court on the French-controlled Salonika Front in 1916–1917 on unrelated false charges Serbia executed three of the top military conspirators. Much of what is known about the assassinations comes from these two trials and related records.

The first page of the edition of the Domenica del Corriere, an Italian paper, with a drawing by Achille Beltrame depicting Gavrilo Princip killing Archduke Franz Ferdinand of Austria in Sarajevo, driving through a busy street in a car.

Consequências

The murder of the heir to the Austro-Hungarian Empire and his wife produced widespread shock across Europe, and there was initially much sympathy for the Austrian position. Within two days of the assassination, Austria-Hungary and Germany advised Serbia that it should open an investigation, but Secretary General to the Serbian Ministry of Foreign Affairs Slavko Gruic, replied “Nothing had been done so far and the matter did not concern the Serbian Government.” An angry exchange followed between the Austrian Chargé d’Affaires at Belgrade and Gruic.

After conducting a criminal investigation, verifying that Germany would honor its military alliance, and persuading the skeptical Hungarian Count Tisza, Austria-Hungary issued a formal letter to the government of Serbia. The letter reminded Serbia of its commitment to respect the Great Powers ‘ decision regarding Bosnia-Herzegovina and maintain good relations with Austria-Hungary. The letter contained specific demands aimed at preventing the publication of propaganda advocating the violent destruction of Austria-Hungary, removing the people behind this propaganda from the Serbian Military, arresting the people on Serbian soil who were involved in the assassination plot, and preventing the clandestine shipment of arms and explosives from Serbia to Austria-Hungary.

This letter became known as the July Ultimatum, and Austria-Hungary stated that if Serbia did not accept all of the demands in total within 48 hours, it would recall its ambassador from Serbia. After receiving a telegram of support from Russia, Serbia mobilized its army and responded to the letter by completely accepting point #8 demanding an end to the smuggling of weapons and punishment of the frontier officers who had assisted the assassins, and completely accepting point #10 which demanded Serbia report the execution of the required measures as they were completed. Serbia partially accepted, finessed, disingenuously answered, or politely rejected elements of the preamble and enumerated demands #1–7 and #9. The shortcomings of Serbia’s response were published by Austria-Hungary. Austria-Hungary responded by breaking diplomatic relations. This diplomatic crisis is known as the July Crisis.

The next day, Serbian reservists transported on tramp steamers on the Danube crossed onto the Austro-Hungarian side of the river at Temes-Kubin and Austro-Hungarian soldiers fired into the air to warn them off. The report of this incident was initially sketchy and reported to Emperor Franz-Joseph as “a considerable skirmish.” Austria-Hungary then declared war and mobilized the portion of its army that would face the (already mobilized) Serbian Army on July 28, 1914. Under the Secret Treaty of 1892 Russia and France were obliged to mobilize their armies if any of the Triple Alliance mobilized. Russia’s mobilization set off full Austro-Hungarian and German mobilizations. Soon all the Great Powers except Italy had chosen sides and gone to war.

Serbia Must Die!: Serbien muss sterbien! (“Serbia must die!”) This political cartoon shows an Austrian hand crushing a Serb.


Serbia and Greece declare war on Ottoman Empire in First Balkan War - HISTORY

The Balkan Wars and the Partition of Macedonia
Council for Research Into South-Eastern Europe of the Macedonian Academy of Sciences and Arts

Following their own interests and aims to conquer and partition the European part of Ottoman Turkey, the neighbouring Balkan states Serbia, Greece, Bulgaria and Montenegro decided to start a war. The Treaty between Serbia and Bulgaria signed on March 12th 1912 (with a secret annexe) included a possibility for the transformation of Macedonia into an autonomous region and anticipated the arbitration of the Russian Tsar. In such form, this agreement was a compromise to avoid the territorial separation and partition of Macedonia. After Greece and Montenegro joined the agreement, a Balkan Alliance was formed and it immediately began preparations for a war against the Ottoman Empire. In autumn 1912 the Balkan allies declared war on Turkey.

The offensive actions of the Balkan allies against the Turkish army were carried out mainly on Macedonian territory and on the Thracian front. Believing that this war would bring the long-expected freedom, the Macedonian people took active part in the First Balkan War with their own regiments (chetas) and voluntary units. Forty-four such units were operating in Macedonia at the time impeding the mobilization and the movement of the Turkish army with their diversions. About 14,000 Macedonians fought together with the Bulgarian army within the so-called "Macedonian Regiment". At the same time there were Macedonian soldiers distributed in thirty units within the "National Defense" and the "Voluntary Regiments" of the Serbian army. A similar formation, called the "Holy Regiment", was operating within the Greek army. The victories of the Balkan allies over the Turkish army conditioned Turkey to sign a cease-fire and a short-term truce, but the battles went on until May 30th, 1913.

However, new bloodshed started soon among the Balkan allies who could not reach an agreement as how to partition the territories taken over from Turkey. The partition was carried out by force of arms and sanctioned by the Bucharest Peace Treaty signed on August 10th, 1913 according to which all the Balkan states expanded their territories. Macedonia was not only denied its autonomy which had originally been one of the causes of the war against Turkey, but it was forcefully divided and partitioned by the neighboring Balkan states. Greece seized the biggest, southern part of Macedonia, Serbia won the central Vardar region and the Pirin part with the Strumica vicinity was given to Bulgaria.

Macedonia within Turkey before 1912 and its partition in 1913 among Greece, Serbia, Bulgaria, and Albania

Drawing new borders under the excuse of establishing a "balance" and peace on the Balkans was a violent denial of the rights of the Macedonian people to live and develop as a free, unified and independent nation. The aspirations towards the creation of a state of their own as a necessity, a guarantee of the national sovereignty and territorial integrity of Macedonia, were evident in the ideas and actions of the Macedonian patriots. Despite the conquering and partitioning of their homeland they fought for independence and the establishment of a Macedonian government and national assembly which would decide on the form of government and the internal structure of the Macedonian state. However, the attempts to prevent the compulsory partition of Macedonia were in vain because the Balkan and the European states remained deaf to the demands of the Macedonian people for preserving the integrity of their land and its constitution as a state.

The new masters of the conquered Macedonian regions introduced a violent military and police regime, denied the national individuality of the Macedonian people, deprived them of their rights and tortured and denationalized the Macedonian people. A regime of "special decrees" from the mid-nineteenth century was imposed in the territory under Serbian rule. In the part of Macedonia under Bulgarian rule, military commanders helped by comitadji voivodes ruled over the civil authorities and "dispensed justice" to the people. In the Macedonian districts under Greek rule the notorious Cretan gandarmerie, which acted in support of the conservative Greek governors, kept law and order. The territorial, ethnic and economic disintegration of Macedonia caused severe damage to the economy, to the Macedonian movement for national liberation and to its socio-political development.

After the Balkan Wars, Macedonia was completely devastated. Besides the tens of thousands killed in the war, there were several hundreds of thousands of refugees (more than 135,000 Macedonians and a small number of Bulgarians from Thrace escaped from the Aegean part of Macedonia occupied by the Greek army alone). There were numerous cases of genocide towards the Macedonian population in the territories occupied by the Greek, Serbian and Bulgarian armies and, according to the Carnegie Commission, several towns like Voden, Negush, Ber, Enidze Vardar, Dojran, etc., more than 200 villages (out of which around 170 villages with 17,000 homesteads in the Aegean part of Macedonia) were completely destroyed. In June 1913 the Greek army burnt to ashes the Macedonian town of Kukush with its 1,846 houses, 612 shops, 6 factories, etc. At the same time 4,000 houses were burned to the ground in the Seres vicinity. The tragic outcome of the Balkan Wars was a real national catastrophe for Macedonia. The unresolved Macedonian question continued to be "an apple of discord" for the Balkan states. It remained in the whirlpool of events which were of fatal importance both for Macedonia and the future of the Balkans.


Balkanalysis.com

Historian Carl Savich plunders the Balkan archive to shed new light on the military forces and strategies involved in the Macedonian theater during the First Balkan War, dusting off sources dating from that bygone time in addition to treating more modern works of scholarship. Successive installments of this exclusive four-part series will follow over the next few days.

Introduction: Origins and Background of the First Balkan War

The First Balkan War began on October 8, 1912 when Montenegro declared war on Ottoman Turkey. Ten days later, Serbia, Bulgaria, and Greece, the other members of the Balkan League, then followed Montenegro in declaring war against Turkey. The First Balkan War was fought to decide the fate of Macedonia, which was then part of the Ottoman Empire, Turkey in Europe.

The origins and background of the First Balkan War could be found in the 1878 Congress of Berlin and the events that followed the Treaty of Berlin. One of the major outcomes of the Treaty of Berlin was that the status of Macedonia remained unresolved the Great Powers allowed Turkey to retain Macedonia. Following the Russo-Turkish War of 1877-78, Macedonia was incorporated in Bulgaria under the Treaty of San Stefano, the peace treaty held in a suburb of Constantinople that ended the war. Britain, Austria-Hungary, and Germany feared that an enlarged Bulgarian state would unduly benefit Russia and alter the status quo in Eastern Europe. What was proposed was a new treaty, negotiated at the Congress of Berlin in 1878.

Under the Treaty of Berlin, Macedonia was retained by Turkey, resulting in a smaller and truncated Bulgarian state split into two sections. Northern Bulgaria would have autonomy within the Ottoman Empire. Southern Bulgaria, or Eastern Rumelia, would become semi-autonomous. The goal of Britain, Germany, and Austria-Hungary was to prevent the expansion of Russian influence in Eastern Europe. The way to achieve this was by preventing the emergence of an independent and united Bulgaria, Greater Bulgaria. Under the Treaty of Berlin, Bulgaria was divided into an autonomous principality north of the Balkan Mountains and a southern semi-autonomous region of Eastern Rumelia. The Treaty of Constantinople in 1881 forced Turkey to cede Thessaly and the Arta region in Epirus to Greece.

The Macedonia territorial issue, however, thus remained unresolved. Both Serbia and Bulgaria sought to annex Macedonia. In 1885, a war between Serbia and Bulgaria was fought when Bulgaria occupied and annexed Eastern Rumelia, or southern Bulgaria, which contained the second largest Bulgarian city of Plovdiv. King Milan saw this move as upsetting the Balkan balance of power so he demanded compensation to Serbia. Serbia declared war on Bulgaria and invaded on November 13, 1885. Serbian forces, however, were routed by the Bulgarian army and were driven back into Serbia. Austria-Hungary subsequently intervened and arranged negotiations to end the conflict. The Treaty of Bucharest in 1886 ended the war and endorsed and ratified the annexation of Eastern Rumelia. Three Macedonian battalions in the Bulgarian army participated in the conflict.

The territory of present-day Macedonia was under the Ottoman Turkish Empire for over five hundred years, half a millennium. During much of this period a national identity was dormant and inchoate. But with the emergence of nationalism and the independence movements in Europe, following the Serbian Revolution or Uprising of 1804 and the Bosnian Serb revolution or insurgency of 1875, nationalism emerged as the defining movement in the Balkans.

In Macedonia, five major indigenous nationalist movements emerged. A Macedonian national/ethnic/linguistic identification emerged whose slogan was “Macedonia for the Macedonians.” The Macedonians sought a separate ethnic/national/linguistic identity that was distinct from the Serbian and Bulgarian identification. The Macedonian language, culture, and political and national/ethnic identity overlapped with the Bulgarian and Serbian. Moreover, there were Serbian and Bulgarian populations in Macedonia. Serbia sought to protect this Serbian population and to maintain a Serbian linguistic, religious, cultural, and national identity in Macedonia. To further this end, Serbian schools, institutions, aid organizations, and even guerrilla groups, were set up in Macedonia.

Bulgaria sought to protect the Bulgarian population by likewise setting up competing Bulgarian schools, institutions, religious organizations, and guerrillas or paramilitary forces. A fourth movement emerged after the League of Prizren in Kosovo, a Greater or Ethnic Albania nationalist movement which sought to unite all Albanian inhabited areas in the Balkans, including western Macedonia, or Illirida, Kosovo-Metohija, or Kosova, the Presevo-Bujanovac-Medvedja area of Southern Serbia, northern Greece, or Chameria, and areas of Montenegro. A fifth nationalist movement emanated from Romania that sought to incorporate the Vlach or Romanian population of Macedonia. The five rival nationalist/ethnic/political movements in Macedonia—Macedonian, Serbian, Bulgarian, Albanian, and Romanian—were antagonistic and conflicted with each other.

The conflict between the Serbian and Bulgarian populations in Macedonia was the most acute. Both Bulgaria and Serbia sent schoolteachers, priests, bishops, and armed guerrilla groups into Macedonia. There was thus a tug of war over Macedonia between Serbia and Bulgaria as both sought territorial expansion in the region.

British writer Herbert Vivian visited Macedonia and Serbia in 1903 and reported about the crises regions of Macedonia in the chapter “Rambles in Macedonia” from his book The Servian Tragedy with Some Impressions of Macedonia. Vivian traveled to Skopje and to Tetovo and personally observed events there. Macedonia was a politically unstable region at the beginning of the twentieth century. Vivian described Macedonia as follows:

“…the French appropriately use the same word, Macedoine, for a holocaust of sodden fruit and for that Turkish province which remains the last cock-pit of Europe. As we have seen, nearly all the Powers, great and small, covet Macedonia, and there seems every probability of serious disturbances being renewed there before long.”

Macedonia had a reputation for ethnic turmoil, kidnappings, and murders. Vivian noted: “To judge by the papers, you may only visit Macedonia if you are content to carry your life in your hand.” He described the basis for the turmoil as follows: “If the Albanians could be kept in order and Bulgarian anarchism could be suppressed, there would be no grievances in Macedonia today. The Albanians are turbulent sportsmen, engaging as individuals but intolerable as neighbours. They must be made to understand that no further nonsense will be permitted. The Porte would be quite capable of reducing them to order if they had not a powerful protector at hand.” He saw the Albanian population as the most unstable: “For the Albanians…who are the most turbulent persons in the region.”

Vivian described Skopje in 1903 as follows: “Uskub—dreamy Uskub—the capital of Old Servia and of the vilayet of Kosovo, is a far less busy, practical place, but entirely idyllic.”

By 1895, hundreds of schools were set up in Macedonia advancing Serbian, Greek, and Bulgarian claims in Macedonia organized by such groups as the Bulgarian National Committee, the Greek Association of Hellenistic Letters, and the Serbian Society of Saint Sava. Serbia, Greece, and Bulgaria all had irredentist and nationalist claims to Macedonia. All three nations had guerrilla groups in Macedonia as well who fought against each other and against the Ottoman Turkish forces and police.

All three countries sought territorial expansion in Macedonian, basing their claims on ethnicity, history, culture, and geopolitical considerations. Moreover, there was an indigenous Macedonian nationalist movement that sought an autonomous “Macedonia for the Macedonians” within the Ottoman Empire. Albania and Romania had claims on Macedonia as well.

Also not to be overlooked is the fact that Macedonia had a large Turkish population, who regarded Macedonia as part of Turkey in Europe. In 1912, Macedonia was part of Turkey. If Serbia, Bulgaria, and Greece were to address and resolve their rival claims to Macedonia, they first had to confront the Ottoman Empire. This is what led to the First Balkan War as Serbia, Bulgaria, and Greece suppressed their mutually antagonistic claims in Macedonia and united in a military alliance against Ottoman Turkey to gain control of Macedonia.

Macedonia and the Eastern Question

The First Balkan War was essentially fought over Macedonia. Serbia, Bulgaria, and Greece focused their political agendas on territorial expansion there. All three nations had conflicting, overlapping, and mutually exclusive claims in addition, the indigenous Macedonian autonomy movement conflicted with the irredentist agendas of Serbia, Bulgaria, and Greece. What all recognized, however, was that Turkey had to be first militarily defeated before any of their goals could be realized. It was this realization that led, first, to the creation of the Balkan League, and, second, to the First Balkan War. It was the need to expel Turkey that united Serbia, Bulgaria, Greece, and the Macedonian population. Nothing was possible in Macedonia as long as it was part of Ottoman Turkey. They also realized that only if they united could they defeat Turkey militarily. The major antagonists over Macedonia were Serbia and Bulgaria. If they could agree to a political and military alliance, then Greece and Montenegro could be easily induced to join the alliance. But Serbia and Bulgaria remained the essential actors in the First Balkan War. It was the Serbian-Bulgarian alliance that made military victory possible over Ottoman Turkey.

Jacob Schurman in The Balkan Wars, 1912-1913 (1914) explained how ethnicity and geography drew Serbia, Bulgaria and Greece into conflict over Macedonia:

“…what was the occasion of the war between Turkey and the Balkan States in 1912? The most general answer that can be given to that question is contained in the one word Macedonia. Geographically Macedonia lies between Greece, Servia, and Bulgaria. Ethnographically it is an extension of their races. And if, as Matthew Arnold declared, the primary impulse both of individuals and of nations is the tendency to expansion, Macedonia both in virtue of its location and its population was foreordained to be a magnet to the emancipated Christian nations of the Balkans…. Hence the Macedonian question was the quintessence of the Near Eastern Question.”

Macedonia was the central focus of the Eastern Question. Herbert Gibbons noted that “the very heart of the Eastern Question” was “the rivalry of races in Macedonia.” The Great Powers “played a game against each other, endeavoring always to use the Balkan states as pawns in their sordid strife.” What was unique about the First Balkan War was that the tables were now turned. The Balkan states had realized that the strategy the Great Powers used to keep them subservient and weak was ‘divide and conquer.’ If they could put aside their differences and unite, they could be an independent political actor, deciding their own political fate. What had allowed the Ottoman Turkish Empire to invade, defeat and occupy the Balkan states in previous centuries was the disunity and dissension among the Christian populations of the Balkans.

The Turkic peoples, on the other hand, were united and thus possessed overwhelming superiority in numbers. This allowed them to pick off and defeat each of the Balkan states one by one. What was different and unique in 1912 was that the Balkan states were united like the Turkic peoples had been earlier. All four Balkan League states were Orthodox Christian and Montenegro, Serbia, and Bulgaria were Slavic. What allowed the Balkan League to defeat the Ottoman Turkish Empire in 1912 was their unity. The Balkan League was able to muster 750,000 troops. They not only defeated the Ottoman forces militarily on the battlefields, but were poised to take Constantinople and all of Turkey itself. It was only the intervention of the Great Powers that prevented the fall of Constantinople.

Russia had originally fostered the creation of the Balkan League ostensibly as a counterweight to Austro-Hungarian influence and penetration into the Balkans. But the Balkan states were able to use the alliance to resolve the Macedonian issue and to expel the Ottoman Empire from Eastern Europe. What issue united the Balkan states? Dennis P. Hupchick in The Balkans from Constantinople to Communism explained that Macedonia was what the First Balkan War was fought over: “There was no doubt that the First Balkan War was fought primarily to decide Macedonia’s ultimate fate.” Serbia, Bulgaria, and Greece were united in their determination to expel the Turkish forces from Macedonia and to resolve their territorial disputes over the region.

Philip Gibbs and Bernard Grant in Adventures of War: With Cross and Crescent (1912), noted that Macedonia was the subject of the conflict: “Macedonia, that vague and troublesome territory which for generations has been the theatre of guerrilla warfare, of vendettas, of massacres and murders between Christians and Turks, was to be the cause of quarrel. The liberation of Macedonia from Turkish rule was the watchword adopted by the rulers of the Balkan States to give righteousness to their cause, and to gain the sympathy of other Christian peoples.” Gibbs and Grant concluded that Serbia, Bulgaria, Montenegro, and Greece had self-interested motives in Macedonia.

Part 2 of this series will appear tomorrow.

Bibliografia

Bogicevic, Milos, Causes of the War an examination into the causes of the European war, with special reference to Russia and Serbia(Amsterdam: Langenhuysen, 1919)

Carnegie Endowment for International Peace, Report of the International Commission to Inquire into the Causes and Conduct of the Balkan Wars (Washington, D.C.: The Endowment, 1914)

Gibbons, Herbert Adams, The New Map of Europe, 1911-1914: The Story of the Recent European Diplomatic Crises and Wars a
nd of Europe’s Present Catastrophe
(New York: The Century Co., 1914)

Gibbs, Philip, and Bernard Grant, Adventures of War: With Cross and Crescent (London: Methuen and Co., 1912)

Helmreich, Ernst C., The Diplomacy of the Balkan Wars, 1912-1913 (Cambridge: Harvard University Press, 1938)

Monroe, Will S., Bulgaria and her People with an Account of the Balkan Wars, Macedonia, and the Macedonian Bulgars (Boston: The Page Co., 1914)

Schurman, Jacob Gould, The Balkan Wars, 1912-1913 (Princeton: Princeton University Press, 1914)

Stavrianos, L. S., The Balkans, 1815-1914 (New York: Rinehart and Winston, 1963)

Vivian, Herbert, The Servian Tragedy with Some Impressions of Macedonia(London: Grant Richards, 1904)


Guerras dos Balcãs

The continuing collapse of the Ottoman Empire led to two wars in the Balkans, in 1912 and 1913, which was a prelude to world war. By 1900 nation states had formed in Bulgaria, Greece, Montenegro and Serbia. Nevertheless, many of their ethnic compatriots lived under the control of the Ottoman Empire. In 1912, these countries formed the Balkan League. There were three main causes of the First Balkan War. The Ottoman Empire was unable to reform itself, govern satisfactorily, or deal with the rising ethnic nationalism of its diverse peoples. Secondly, the Great Powers quarreled among themselves and failed to ensure that the Ottomans would carry out the needed reforms. This led the Balkan states to impose their own solution. Most importantly, the members of the Balkan League were confident that it could defeat the Turks, which would prove to be the case.

The First Balkan War broke out when the League attacked the Ottoman Empire on October 8, 1912, and was ended seven months later by the Treaty of London. After five centuries, the Ottoman Empire lost virtually all of its possessions in the Balkans. The Treaty had been imposed by the Great Powers, dissatisfying the victorious Balkan states. Bulgaria was dissatisfied over the division of the spoils in Macedonia, made in secret by its former allies, Serbia and Greece, and attacked to force them out of Macedonia, starting the Second Balkan War. The Serbian and Greek armies repulsed the Bulgarian offensive and counter-attacked into Bulgaria, while Romania and the Ottoman Empire also attacked Bulgaria and gained (or regained) territory. In the resulting Treaty of Bucharest, Bulgaria lost most of the territories it had gained in the First Balkan War.

The long-term result was heightened tension in the Balkans. Relations between Austria and Serbia became increasingly bitter. Russia felt humiliated after Austria and Germany prevented it from helping Serbia. Bulgaria and Turkey were also dissatisfied, and eventually joined Austria and Germany in the First World War.


Serbia and Greece declare war on Ottoman Empire in First Balkan War - HISTORY

In the first millennium A.D., the Balkans was a part of the Byzantine Empire. This empire, ruled from the Greco-Roman city of Constantinople, was multinational and very proud of its legacy as the chief successor state of the former Roman Empire. As a matter of fact, the Byzantines thought of their state as the "Eastern Roman Empire."

Gradually, the power of the Byzantine Empire shrank, and independent Slavic states emerged in the Balkans to the west of Constantinople. From the 10th through the 15th centuries, there were Bulgarian, Croatian, Bosnian, and Serbian kingdoms. Since these kingdoms were basically sequential, rather than simultaneous, sometimes the same piece of territory belonged at different times to different kingdoms. This overlap has created problems in modern times, when more than one nation asserts its historical rights to the same territory. One may call this problem of Balkan history the principle of "overlapping kingdoms."

The arrival of the Ottoman Turks in the Balkans in the 14th century heralded a period of massive political change. By the end of the 15th century, all of the Balkan peoples (except for the Montenegrins and some Croatians) would lose their political independence and become subjects of the Turkish Sultan. The most famous defeat of a Balkan people at the hands of the Turks came in 1389, when the Serbs and their allies (including Christian Albanians) lost the battle of Kosovo Polje (Field of Blackbirds), near today's Pristina in Kosovo. Constantinople itself fell in an epochal battle in 1453. The Turks renamed it Istanbul and it served as the capital of their Ottoman Empire until its final collapse after World War I. Photo: The former Byzantine church of Hagia Sophia, transformed after 1453 into a mosque. Photo by John K. Cox.

Ottoman rule was basically indirect, built upon a system of millets, or religious communities. Local Christian church authorities, as well as Greek merchants, translators, and Romanian nobles, played important administrative roles. The Orthodox churches, especially the Serbian, became the guardian of the language and cultural traditions of the submerged peoples. Because the Ottoman Empire was not formed on a national basis, that is, it was not a Turkish national state, the Sultan allowed his peoples to retain their identities, if not their freedom indeed, isolation from currents of change sweeping over Western and Central Europe was probably the greatest negative of Ottoman rule. Photo: Medieval castle of a Romanian noble. Photo by John K. Cox.

Non-Muslims (that is, Christians and Jews) were subjected to civil discrimination but were theoretically protected as fellow "peoples of the book," a reference to the common heritage and sharing of holy writings of these three monotheistic religions, all originally from the Middle East. Sometimes the Sultan's European subjects did suffer greatly, though this suffering was usually from his inability to control his unruly nobles, who exploited their peasants and rebelled against central authority. An aspect of Ottoman rule that was not popular then, and which has been held up as an example of the cruelty of Turkish rule since then, is the practice of devshirme, or blood-tax, in which children from Balkan Christian families were taken away from their families and raised as Muslims in Istanbul. Of course, this practice is cruel by the yardstick of any time. But it should be noted that these children were carefully educated and placed in important careers throughout the empire. They were extremely important to the Sultan because they were a loyal group of advisors, officers, and diplomats who were not beholden to any domestic faction in Ottoman politics except him. They formed a kind of palace guard, although they served not just as elite soldiers (janissaries) but also in many other types of government service. Often high-ranking devshirme officials would perform substantial acts of charity for their places of birth, thereby directly benefiting their original communities.

In the 19th century, under the influence of the Romantic movement and German philosophy, scholars and writers from Balkan peoples began exploring their nations' identities. Some scholars collected folk songs others wrote dictionaries, grammar books, and histories. As this nationalism spread to wider and wider circles of people in Serbia, Greece, and Bulgaria, political activity aimed at the creation of national states began. This activity was certainly aided by the fact that the Ottoman Empire was growing weaker and weaker, even as its rulers attempted long-needed reforms.

By World War I, a series of Balkan states had formed: Serbia, Greece, Montenegro, Albania, Romania, and Bulgaria. At the end of World War I, the defeated Ottoman and Habsburg Empires were carved up, making room in the Balkans for a unified Yugoslavia. During the interwar period, these new countries, as well as their neighbors in the rest of Eastern Europe, were unable to meet many of their basic challenges in agriculture, to assure harmonious relations with minorities inside their countries, and to create workable pluralistic political systems. World War II then came along and, at least in Yugoslavia, made future prospects even worse. In addition to fighting against the Italian and German invaders of the country and their local satellite governments, the Yugoslavs also carried out a civil war between guerrilla groups. Hundreds of thousands of people were killed, in all parts of the country, leaving a legacy of mistrust and a thirst for revenge that has reemerged in our time. Still, it is important to point out that these are not "ancient" ethnic hatreds, since they came to fruition less than sixty years ago.

After 1945 socialist governments came to power--or were placed in power by the USSR--in almost all of the Balkan states. Greece was an important exception, eventually becoming an important ally of the United States and a member of NATO, as did Turkey. Yugoslavia and Albania soon become maverick socialist states they did not remain allies or satellites of the USSR. But Bulgaria and Romania, like East Germany, Poland, Hungary, and Czechoslovakia to the north, became members of the Warsaw Pact, the alliance system that faced off against NATO during the Cold War.

The year 1989 brought changes of government to most of these socialist countries. The Soviet Union itself was promoting the democratization of its East European communist allies, as part of the massively important period of perestroika instituted by Mikhail Gorbachev. That year saw the fall of the Berlin Wall, the "velvet revolution" in Prague, and in the Balkans, the toppling and then execution of the Romanian tyrant Nicolae Ceausescu.


The Idiot’s Guide to the Balkan Wars


The Balkans refers to a geographic region that lies on the Balkan peninsula. The modern day Balkan states are Albania, Bosnia and Herzegovina, Bulgaria, Croatia, Greece, Macedonia, Romania, Slovenia, Serbia and Montenegro, and a small part of Turkey. Comparatively small as a region, Winston Churchill once remarked, “The Balkans generates more history than it can locally consume.” Though small and not as economically powerful as its giant neighbors, the countries of the historically volatile region have indeed been a source of conflict that has dramatically changed the world stage on more than one occasion.

The Balkan wars themselves were two wars spanning 1912- 1913 the first, between the allied Balkan League (Serbia, Greece, Bulgaria and Montenegro) and the Ottoman Empire then the second between Bulgaria and its former allies. The wars are seen as precursors to World War I, and have regained interest in a time when nationalist conflicts, fueled by the agendas of larger countries, have caused violence which has sparked more violence. Time writer Ishan Tharoor compared the Balkan wars to today’s Syria and Democratic Republic of the Congo, reiterating that an intensely violent national conflict can only lead to greater, bloodier violence in the long term, if left uncontrolled. Though comparatively short, the Balkan wars have been noted for their intensity and horror. Descriptions of the battles foreshadow the later unmatched horror of World War 1. One journalist compared scenes from the battles to Dante’s descriptions of hell.

In the first Balkan war, the Balkan League united against Turkey. Having previously been quite powerful, at the time, Turkey controlled significantly more land. Yet it had recently been defeated by Italy and was clearly waning in power. Turkish defences quickly crumbled against the combined forces of Serbia, Greece, Bulgaria and Montenegro. This concluded the first Balkan war.

Afterwards, Bulgaria became dissatisfied with the division of the lands claimed from the first war. It subsequently attacked Greek and Serbian forces in an attempt to assert military power, which quickly escalated into the second Balkan war. Outnumbered, Bulgaria made peace with the neighboring states in 1913. Yet bitter wounds and rivalries remained, and a left a legacy of overzealous nationalist pride which would not easily be mended.

The Balkan wars were only a century ago, yet the lessons learned of the dangers of pure nationalist interest and the unforeseen consequences of greater powers using conflicts to spur their own agendas are going tragically unheeded.


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